sexta-feira, 13 de março de 2026

Por que fugir mantém o medo?

 


Imagine que o medo é como uma criança mimada. Quanto mais cedemos aos seus caprichos (a fuga), mais forte ele se torna. A cada esquiva, dizemos a ele: "Você tem razão, é perigoso, continue me protegendo!". No entanto, essa "proteção" nos impede de aprender que, muitas vezes, o perigo é apenas uma percepção exagerada.


A evitação nos alivia momentaneamente do desconforto, mas perpetua o ciclo da ansiedade. Perdemos a oportunidade de confrontar o medo, de testar a realidade e de descobrir que somos capazes de lidar com a situação. Cada vez que evitamos, reforçamos a ideia de que não somos fortes o suficiente e que precisamos da fuga para sobreviver.


O enfrentamento, por outro lado, nos permite desconstruir essa crença. Ao nos expormos gradualmente ao que tememos, podemos experimentar a situação de forma mais realista e aprender que a ansiedade diminui com o tempo. Descobrimos que somos mais resilientes do que imaginávamos e que somos capazes de superar nossos medos.

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