terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A MODA E A CAMPANHA ANTI ANOREXIA

Na atual edição do São Paulo Fashion Week uma revista de moda espalhou cartazes alusivos a campanha preventiva anti anorexia. Enquanto isso, os estilistas continuam priorizando meninas excessivamente magras e com medidas de quadril igual ou menor que 88 cm...

Não dá para levar a sério.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LIDANDO COM A COMPULSÃO POR COMIDA

O que eu faço quando me dá aquela vontade de assaltar a geladeira?

Com certeza, essa é uma das perguntas mais freqüentes que ouvimos de um paciente que precisa emagrecer. Tudo ia bem, a dieta era personalizada, agradável, aí aquela vontade apareceu, não sei de onde e lá se foi por água abaixo mais uma dieta. O que fazer? Será que existem medidas salvadoras para enfrentar esse desejo destruidor?

Para controlar essa vontade, você tem de adquirir a capacidade de escolha e escolher outra coisa que não seja comer. Não se trata de deixar de comer ou negar o prazer que o alimento nos traz, mas quem resolve que vai comer e quando é você, não alguma coisa lá dentro que dispara o gatilho da fome. Trata-se de ficar com a gratificação imediata ou eleger a recompensa de médio prazo de ser magra e saudável. Quando você consegue mandar embora essa vontade irrefreável de comer, estará desenvolvendo resistência à tentação e descobrindo que pode sim apostar na sua persistência diante das tentações.

Essa vontade de comer é uma reação automática, não refletida ou raciocinada. Quem é vítima desse mecanismo, vai para geladeira movido pela ansiedade como sendo a única opção, sem pensar, como fazemos quando dirigimos um carro. É um hábito interiorizado, adquirido e utilizado automaticamente, como quando nos aplicamos as regras gramaticais para nos expressarmos corretamente, sem pensar que elas existem. Para quebrar esse hábito, você tem de trabalhar em etapas. Precisa aprender a raciocinar enquanto a coisa está acontecendo e não depois que rolou a comilança e você cai em si e começa a se torturar. O controle da vontade de comer se consegue tomando conscientes de um comportamento que estava automatizado, fora do controle.

O primeiro passo é entender como é que você vai conseguir conquistar esse autocontrole. Parta sempre do princípio que para desmanchar um hábito arraigado há muito tempo, precisa de paciência, perseverança e tempo. Mais importante do que o resultado é o processo, que praticado, levará ao sucesso. Você vai falhar, de vez em quando, mas encare esses tropeças como oportunidades de aprender.

Vamos inverter essa jogada – não é a comida que controla você, mas você é quem controla a comida.

IDENTIFIQUE OS PRIMEIROS SINAIS DE PERIGO – Para entender as circunstâncias que disparam o gatilho da gula, comece a prestar atenção e anotar mesmo as sensações, situações, pensamentos, se está só ou acompanhada, o dia e a hora em que os ataques de vontade de comer aconteceram. Enquanto está anotando, você não está comendo e vai dando um tempo para a vontade passar. Além disso, esse registro vai lhe trazer informações importantes para você estabelecer relações entre situações diversas e o comportamento alimentar. Vai ficar claro para você como não é a fome que carrega você para a comida. Em geral, é a ansiedade, o stress, a tristeza, a preocupação, dificuldades interpessoais, pensamentos desagradáveis, pessimismo, desesperança, baixa auto-estima, preocupação com dietas, falta do que fazer.

NEUTRALIZE O IMPULSO – Se, no momento em que bater a vontade, você conseguir parar para pensar, pergunte-se: é fome? Você estará raciocinando dentro do processo, avaliando vantagens e desvantagens de ceder ao impulso de comer sem fome enquanto esse impulso está tentando vencer você. Você estará brigando de frente com esse inimigo. Vá mais adiante e pergunte-se: que outras coisas poderia fazer em vez de comer para afastar essa sensação que deparou o gatilho da gula? Para ajudar a encontrar respostas, vale colocar lembretes escritos na porta da geladeira, grudados na sua carteira, na despensa. Tudo para interromper a resposta automática que vem assim de surpresa. O objetivo é retardar a gratificação e permitir que você se questiona, conversando consigo mesma. Se o diálogo interno anterior era “estou ansiosa então vou comer”, agora vai dizer para si mesma: “para resolver essa ansiedade não adianta comer”.
Muitas vezes, os poucos segundos que esse diálogo ocupa já basta para afastar o impulso.

EM VEZ DE COMER, FAÇA UM PROGRAMA – A pergunta agora é: o que eu poderia fazer em vez de comer? Liste o maior número de alternativas possíveis. É fundamental que você pense em coisas gostosas, como visitar um amigo, ir ao cinema, fazer uma caminhada, escutar uma música, dançar, ler uma boa revista, etc. Daí você vai avaliar as alternativas e identificar porque nunca optou por elas no lugar da comida, já que são sinônimos de prazer para você. “Porque receio fazer aquilo que sei que deveria fazer? Porque não quero caminhar se eu sei que me fará bem? Do que estou com medo?” Você vai entender por que se afasta de coisas que gosta e te fazem bem e foge para uma alternativa que está te prejudicando.

C0LOQUE EM PRÁTICA O NOVO PRAZER!

DEU CERTO? -- Caminhar ajudou você a sobreviver ao ataque de fome? Foi gostoso? Se essa alternativa não funcionou, escolha outra, até consiguir matar a gula, sem comer. Tenha paciência. Vamos relembrar : preocupe-se em fazer essa passagem e não fique pensando só no objetivo lá longe. O caminho para mudar um hábito antigo, arraigado na sua vida, é fazer o caminho de volta gradativamente, sem pressa. Se voe se impuser um prazo muito curto, vai se frustrar. Pense bem: por muito tempo você cedeu a esse maldito impulso que virou um vício adquirido e automatizado ao longo do tempo. Mudar isso também vai demorar. Vão haver deslizes, mas aos poucos vai começar a automatizar também as soluções, a partir do tal diálogo interno de você com você mesma. Emagrecer desta forma poderá parecer mais lento, mas esse é o jeito de encontrar um caminho sob medida para você.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO


Um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano é o de rejeição. Todos, em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não querido, não amado, não aceito, preterido, discriminado, humilhado. Provoca sensação de abandono e de depreciação A rejeição pode ser real ou imaginária. A rejeição imaginária pode ser tão dolorosa que a rejeição real. Ocorre nos relacionamentos amorosos, na vida social, familiar ou no trabalho.

Algumas pessoas são mais sensíveis a esse sentimento. Muitas vezes basta um estímulo pouco significativo para sensibilizar uma personalidade já predisposta, que o interpreta como uma rejeição de fato. Habitualmente são pessoas com baixa auto-estima ou que sofreram em situações anteriores. São afetivamente carentes e apresentam maior vulnerabilidade, já que desejam amor e aceitação a qualquer preço. Uma critica pode significar humilhação e um pedido imposição.

Nas relações amorosas a sensação de rejeição pode precipitar sérias conseqüências. Ao iniciar um relacionamento o medo da rejeição é normal. Na medida em que a relação progride essa insegurança diminui. Porém, em pessoas predispostas, ocorre o inverso. O medo da rejeição leva à necessidade insaciável de segurança e tem o mesmo efeito da rejeição real. Como conseqüência, seu comportamento se molda de modo a gerar raiva em seu parceiro. A todo o momento tem de ser ressegurado do afeto do outro. Um detalhe, um tom de voz, uma resposta que ache evasiva, mobiliza o sentido de perda e abandono. Quando não está junto, sente dúvidas sobre os sentimentos do outro. A insegurança reforça o sentimento de rejeição e o sentimento de rejeição reforça a insegurança. Parece emitir a mensagem “faça o que quiser, mas não me abandone”, num constante estado de alerta a qualquer nuance que lhe soe rejeição. Finalmente a profecia se auto realiza. O relacionamento termina. A obsessiva solicitação, a desconfiança, o ciúme, acabam sufocando o parceiro que põe fim à situação.

Para qualquer um, o término de um relacionamento é desagradável. Pessoas emocionalmente maduras lamentam a perda, mas tocam suas vidas. Pessoas imaturas, com baixa auto-estima, resistem à perda, reagem a ela como se perdessem a si mesmas e não ao outro. O amor próprio, já precário é ferido e agora ela “quer porque quer” a volta do ser amado. Afinal, ela (e) é sua tábua de salvação, o “grande amor de sua vida!”.

A sensação crônica de rejeição leva à ansiedade, raiva, depressão, ao ciúme patológico e a pessoa pode procurar o lenitivo no álcool, droga ou comida. Em casos extremos pode levar ao suicídio ou homicídio.

Diferentemente do que pensam essas pessoas, a cura não é “encontrar um grande amor de suas vidas”. Só isso seria procurar mais motivos para se sentirem rejeitadas. Mas, encontrar a si mesmas, num trabalho de resgate da auto-estima que possibilitasse amar a si mesma para poder amar e ser amada pelo outro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MATÉRIA L'AURA PORTAL

Queridas amigas,

Desejo-lhes um Feliz e próspero 2012.
Está no ar matéria de minha autoria no L" Aura Portal.

O link é
http://www.lauraportal.com.br/sou/nao-existe-ex-gorda/

Abs

Tommaso

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MATÉRIA SITE GISELE BÜNDCHEN

Caros amigos,

Foi publicada mais uma matéria de minha coluna no site da Gisele Bündchen.
Segue o link

http://www.giselebundchen.com.br/gisele_estilo.asp

Grato

Tommaso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NÃO EXISTE "EX GORDA"!

NÃO EXISTE EX GORDA!


Você emagreceu! Fez dieta, exercícios, seu peso baixou e você comemora a nova silueta! Fim de problema! Você está curada!

Ledo engano! Uma coisa é emagrecer, outra é curar a obesidade, o sobrepeso. Lembre-se, você pode tratar a obesidade, mas não, ao menos por enquanto, curá-la. Você não será magra, ESTARÁ MAGRA se e enquanto adotar um estilo de vida magro. Isso quer dizer, nutrição adequada, atividade física, EQUILIBRIO EMOCIONAL. Não se esqueça que os fatores subjacentes estão lá! Prontos para entrar em ação e fazê-la voltar ao antigo e desagradável peso, se você não estiver atenta.

Um projeto de emagrecimento deve ter como objetivo emagrecer e permanecer magra. Manter-se magra é muito mais complexo que emagrecer. Requer motivação, comprometimento, tolerância à frustração para o resto da vida. Você não pode esperar se comportar como antes e não engordar de novo. Sua cabeça deverá ter mudado. Se você comia para expressar indevidamente suas emoções, fossem quais fossem, essas emoções deverão ter encontrado sua expressão adequada. O peso muda mais depressa que a cabeça, mas, se a cabeça não mudar, o novo peso não será mantido. Você terá de pensar e se comportar magro, se quiser usufruir seu novo corpo para o resto de sua vida.

Procure metas realistas. Dentro de um peso clínico saudável, procure, por que não, um peso estético que lhe agrade. Talvez aquele com o qual se sentiria bem de biquíni. Sabemos que, por razões culturais, cada vez mais o peso estético se afasta do peso clínico, para menos, claro. O peso escolhido deverá ser viável. Qual o peso legal que lhe permite ser saudável, sentir-se bonita e que seja sustentável? Quanto mais baixo o peso, maior a dificuldade em mantê-lo. Você está emagrecendo por você? Tem algum benefício inconsciente permanecendo gorda? Está psicologicamente preparada para estar magra? Perceba que emagrecer é muito mais do que fazer mais uma dieta para perder algum peso por algum tempo. Envolve mudanças radicais de estilo de vida, de comportamento e, principalmente, equilíbrio emocional.

Não se esqueça, NÃO EXISTE EX GORDA! Mas, sim, a GORDA EMAGRECIDA. Você não será magra. Estará magra se e enquanto mantiver um estilo de vida magro.


Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
- Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
- Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
- Psicólogo da Agência L'Equipe de modelos.
- Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br/estilo

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