Caros amigos,
No dia 17/11/2009 estarei proferindo palestra na Universidade Anhenbi-Morumbí no II Congresso Internacional em Saúde e Beleza. O tema Será "Beleza e autoestima".
Grato
Tommaso
Dr Marco Tommaso é psicólogo e psicoterapeuta pela U.S.P.Atuou em pesquisa e atendimento no IPQ HC USP. É credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade. Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010. Assessoria psicológica para modelos e agências. Colunista da revista Boa Forma. Especialista em transtornos de ansiedade e de personalidade, transtornos alimentares e acompanhamento psicológico em programas de emagrecimento. Colunista de psicologia do site www.giselebundchen.com.br.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
MATÉRIA REVISTA BOA FORMA OUTUBRO
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
MATÉRIA BOA FORMA OUTUBRO
Caros amigos,
Passo a viocês a matéria de outubro de minha coluna "O melhor de você", na revista Boa Forma. Espero que gostem
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
Passo a viocês a matéria de outubro de minha coluna "O melhor de você", na revista Boa Forma. Espero que gostem
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
ANOREXIA ALCOÓLICA
ANOREXIA ALCOOLICA (“Drukrexia”)
A associação do alcoolismo com os transtornos alimentares é cada vez mais comum. Estudos mostram que 30% das mulheres com dependência de álcool têm algum tipo de problema alimentar.
A drunkorexia ou anorexia alcoólica ainda não está classificada nos manuais de transtornos psicopatológicos. O termo foi criado nos Estados Unidos para indicar a troca das calorias da comida pelas do álcool.
Ocorre preferencialmente em mulheres entre os 20 e os 40 anos. A característica principal é a restrição calórica dos alimentos em função da bebida alcoólica, visando o corpo magro sem restrição do álcool. Essas pessoas tem medo mórbido de engordar, fazem dietas rígidas, mas apresentam ingestão de grande quantidade de álcool. Algumas alegam que o álcool reduz a fome. Outras bebem em jejum para sentirem os efeitos do álcool mais rapidamente. Mas, a razão principal é a economia das calorias da comida em função do álcool, visando a manutenção do corpo magro.
Muitas dessas mulheres apresentam o “binge drinking”, ingerindo grandes quantidades de bebida em curto período de tempo, podendo ou não provocar o vomito a fim de beberem novamente ou de evitar a ingestão das calorias por medo de engordar.
Segundo a OMS 10 a 12 % das pessoas apresentam alcoolismo que, por sua vez, é associado à ansiedade, depressão, anorexia e bulimia. O álcool atua como anestésico ao mal dessas emoções negativas e como redutor de stress.
As causas são multifatoriais. Diversas causas, físicas, genéticas, psicológicas, familiares atuam produzindo esse efeito.
Entre os fatores desencadeantes estão a valorização cultural do corpo magro e a aceitação social da bebida. A mídia frequentemente divulga “celebridades” que abusam do álcool e que recebe indevida valorização, com as quais essas pessoas se identificam.
Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
- Consultor da Unilever - Dove na Campanha pela Real Beleza
- Psicólogo das Agências Elite e L'Equipe de modelos.
11 - 3887 9738 www.tommaso.psc.br tommaso@terra.com.br
http://tommasopsicologia.blogspot.com/
Rua Bento de Andrade, 121 Jardim Paulista São Paulo
A associação do alcoolismo com os transtornos alimentares é cada vez mais comum. Estudos mostram que 30% das mulheres com dependência de álcool têm algum tipo de problema alimentar.
A drunkorexia ou anorexia alcoólica ainda não está classificada nos manuais de transtornos psicopatológicos. O termo foi criado nos Estados Unidos para indicar a troca das calorias da comida pelas do álcool.
Ocorre preferencialmente em mulheres entre os 20 e os 40 anos. A característica principal é a restrição calórica dos alimentos em função da bebida alcoólica, visando o corpo magro sem restrição do álcool. Essas pessoas tem medo mórbido de engordar, fazem dietas rígidas, mas apresentam ingestão de grande quantidade de álcool. Algumas alegam que o álcool reduz a fome. Outras bebem em jejum para sentirem os efeitos do álcool mais rapidamente. Mas, a razão principal é a economia das calorias da comida em função do álcool, visando a manutenção do corpo magro.
Muitas dessas mulheres apresentam o “binge drinking”, ingerindo grandes quantidades de bebida em curto período de tempo, podendo ou não provocar o vomito a fim de beberem novamente ou de evitar a ingestão das calorias por medo de engordar.
Segundo a OMS 10 a 12 % das pessoas apresentam alcoolismo que, por sua vez, é associado à ansiedade, depressão, anorexia e bulimia. O álcool atua como anestésico ao mal dessas emoções negativas e como redutor de stress.
As causas são multifatoriais. Diversas causas, físicas, genéticas, psicológicas, familiares atuam produzindo esse efeito.
Entre os fatores desencadeantes estão a valorização cultural do corpo magro e a aceitação social da bebida. A mídia frequentemente divulga “celebridades” que abusam do álcool e que recebe indevida valorização, com as quais essas pessoas se identificam.
Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
- Consultor da Unilever - Dove na Campanha pela Real Beleza
- Psicólogo das Agências Elite e L'Equipe de modelos.
11 - 3887 9738 www.tommaso.psc.br tommaso@terra.com.br
http://tommasopsicologia.blogspot.com/
Rua Bento de Andrade, 121 Jardim Paulista São Paulo
sábado, 12 de setembro de 2009
MATÉRIAS REVISTA BOA FORMA SETEMBRO 2009
Caros amigos,
Passo a vocês matéria de minha coluna ,“O melhor de você”, na revista Boa Forma no mês de setembro de 2009.
Tommaso
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
Passo a vocês matéria de minha coluna ,“O melhor de você”, na revista Boa Forma no mês de setembro de 2009.
Tommaso
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Aline*, tenho 29 anos, 68 quilos, 1,72 metro e gosto de mim assim – ok, até queria emagrecer um pouco, mas não estou disposta ao sacrifício de parar de comer o que gosto. Meu namorado vive elogiando meu “excesso de gostosura” e sou aquela garota para quem as pessoas olham e falam: “Nossa, que gordinha linda!”. O problema é que ultimamente perdi três oportunidades de emprego por causa das minhas formas – trabalho como recepcionista em eventos e tenho certeza de que o fato de eu não ser magérrima (os 5 quilos que ganhei durante uma viagem recente fizeram bastante diferença) contou. Não sei para onde ir: sofrer para me encaixar em um padrão ou assumir minha aparência e buscar um lugar que me aprove assim?
* nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Aline,
Você já sabe que tem dois caminhos como opção. Agora cabe definir o que é mais importante para você neste momento: o prazer momentâneo de comer o que quiser ou livrar-se do incômodo de ser a “gordinha linda” e garantir sua aceitação no meio profissional que escolheu. No caso de ficar com a primeira alternativa, vale lembrar que, se engordou 5 quilos recentemente (ainda que não esteja claro em quanto tempo), quer dizer que tem alguma tendência para ganhar peso facilmente. E, se não se policiar, eles podem virar 10 quilos, 15... e aí, sim, você terá um problema. Cá entre nós, Aline, não se trata de fazer mudanças radicais, uma vez que os quilos adquiridos não são tantos assim e, pelo menos por enquanto, não chegam a representar perigo para a sua saúde e vida social. Sim, por enquanto, é bom destacar. Afinal, o perigo aqui é você se acomodar na situação de estar agradando seu namorado com seu “excesso de gostosura” e chamar a atenção como gordinha charmosa e acabar se permitindo comer além da conta. Só que, aí, corre o risco de deixar de ser gordinha para se tornar gorda mesmo, obesa até.
Quanto a sofrer para se encaixar em um padrão, todos nós temos que nos submeter a isso em algum momento e em algum setor da vida. Aproveite que você está no lucro (leia-se: com apenas 5 quilos extras) e faça a sua parte antes que entre no prejuízo, quando vai ser bem mais difícil recuperar a forma e a autoestima, que já parece um pouco abalada, não? Use o seu bom-senso. Corte os excessos à mesa, coma com consciência, pratique alguma atividade física. Exercitando-se, você, de quebra, controla a ansiedade, uma das principais detonadoras do desejo de atacar a comida.
Um abraço,
Tommaso
terça-feira, 25 de agosto de 2009
ENTREVISTA PROGRAMA "TODO SEU"
Caros amigos,
Na próxima quinta feira, dia 26/08, estarei sendo entrevistado no Programa Todo Seu (Ronnie Von) Na TV Gazeta, a partir das 22 h. O tema será “Vida de Modelo”.
Grande abraço
Marco Tommaso
Na próxima quinta feira, dia 26/08, estarei sendo entrevistado no Programa Todo Seu (Ronnie Von) Na TV Gazeta, a partir das 22 h. O tema será “Vida de Modelo”.
Grande abraço
Marco Tommaso
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
MATÉRIA REVISTA BOA FORMA AGOSTO 2009
MATÉRIA REVISTA BOA BOA FORMA AGOSTO 2009
Caros amigos,
Passo a vocês matéria de minha coluna ,“O melhor de você”, na revista no mês de agosto de 2009.
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Amanda*, tenho 22 anos, 1,72 metro de altura, 60 quilos e índice de massa corporal 18. Já fui eleita a garota mais bonita da faculdade e mais de uma vez convidada para representar minha cidade em concursos de beleza, mas sempre achei que estavam tirando sarro de mim e acabei não aceitando. Antes, preciso emagrecer vários quilos, pois me acho feia, enorme. O que eu queria é ser magra como as modelos. Na tentativa de perder peso, já experimentei jejuar três vezes por semana, tomar remédio para tirar a fome e dobrar meu treino de corrida. Mas senti tontura, o exercício não rendeu e cheguei a desmaiar em uma ocasião. O que mais devo fazer?
*nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Amanda,
Pelos seus dados corporais, tudo está absolutamente normal com você. Pelo que conta de sua aparência, também (ou não seria chamada para concurso de beleza nenhum, certo?), ainda que sua autoestima baixa não a deixe acreditar nisso. Mais do que uma questão de imagem, o que temos aqui é um problema de autoimagem, que é o retrato mental que fazemos do nosso corpo e que não corresponde a como de fato ele é. Bem, você não está sozinha nessa: entre as modelos, aquelas em quem você se espelha, 92% fariam cirurgia plástica se pudessem e a nota média que dão à sua beleza foi 6,3, em uma pesquisa realizada em agências de São Paulo. Sim, vocês têm mais em comum do que imagina – além de serem altas, magras e, a julgar pelo que você descreve, bonitas: estão obcecadas por um padrão de beleza perfeita muitas vezes imposto pela sociedade, pela moda, pela mídia. Só que perfeição não existe, muito menos há um “belezômetro” para medir quem é mais bonita do que quem. Até porque beleza não se limita a características estéticas ou um conjunto de medidas. Fatores como autoconfiança, bom humor, atitude, cultura, simpatia e comunicação também contam – e muito – para potencializar o que uma pessoa tem de belo. Procure essas qualidades em você para levantar sua autoestima. Garotas com autoestima em dia se veem melhor, aceitam-se mais e convivem em harmonia com o que não podem – ou não devem – mudar. No seu caso, as alterações que deseja e os meios para consegui-las não são saudáveis, e colocam-na à beira de um transtorno alimentar que pode acabar comprometendo a sua vida. Para desenvolver sua autoestima, experimente escrever num papel uma lista de coisas de que gosta em você, fisicamente ou não. Leia a relação várias vezes ao dia, tentando acrescentar um item de vez em quando. O exercício vai ajudá-la a enxergar sua beleza real, aquela ligada à sua individualidade e que nem sempre vem refletida no espelho.
Um grande abraço.
Caros amigos,
Passo a vocês matéria de minha coluna ,“O melhor de você”, na revista no mês de agosto de 2009.
Olá, Dr. Tommaso,
Meu nome é Amanda*, tenho 22 anos, 1,72 metro de altura, 60 quilos e índice de massa corporal 18. Já fui eleita a garota mais bonita da faculdade e mais de uma vez convidada para representar minha cidade em concursos de beleza, mas sempre achei que estavam tirando sarro de mim e acabei não aceitando. Antes, preciso emagrecer vários quilos, pois me acho feia, enorme. O que eu queria é ser magra como as modelos. Na tentativa de perder peso, já experimentei jejuar três vezes por semana, tomar remédio para tirar a fome e dobrar meu treino de corrida. Mas senti tontura, o exercício não rendeu e cheguei a desmaiar em uma ocasião. O que mais devo fazer?
*nome trocado para preservar a identidade da leitora
Querida Amanda,
Pelos seus dados corporais, tudo está absolutamente normal com você. Pelo que conta de sua aparência, também (ou não seria chamada para concurso de beleza nenhum, certo?), ainda que sua autoestima baixa não a deixe acreditar nisso. Mais do que uma questão de imagem, o que temos aqui é um problema de autoimagem, que é o retrato mental que fazemos do nosso corpo e que não corresponde a como de fato ele é. Bem, você não está sozinha nessa: entre as modelos, aquelas em quem você se espelha, 92% fariam cirurgia plástica se pudessem e a nota média que dão à sua beleza foi 6,3, em uma pesquisa realizada em agências de São Paulo. Sim, vocês têm mais em comum do que imagina – além de serem altas, magras e, a julgar pelo que você descreve, bonitas: estão obcecadas por um padrão de beleza perfeita muitas vezes imposto pela sociedade, pela moda, pela mídia. Só que perfeição não existe, muito menos há um “belezômetro” para medir quem é mais bonita do que quem. Até porque beleza não se limita a características estéticas ou um conjunto de medidas. Fatores como autoconfiança, bom humor, atitude, cultura, simpatia e comunicação também contam – e muito – para potencializar o que uma pessoa tem de belo. Procure essas qualidades em você para levantar sua autoestima. Garotas com autoestima em dia se veem melhor, aceitam-se mais e convivem em harmonia com o que não podem – ou não devem – mudar. No seu caso, as alterações que deseja e os meios para consegui-las não são saudáveis, e colocam-na à beira de um transtorno alimentar que pode acabar comprometendo a sua vida. Para desenvolver sua autoestima, experimente escrever num papel uma lista de coisas de que gosta em você, fisicamente ou não. Leia a relação várias vezes ao dia, tentando acrescentar um item de vez em quando. O exercício vai ajudá-la a enxergar sua beleza real, aquela ligada à sua individualidade e que nem sempre vem refletida no espelho.
Um grande abraço.
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