quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

COMIDA NÃO É TERAPIA

  
O alimento vai muito além da nutrição. Comemos por fome, prazer, hábito, disponibilidade , recordação, comemoração, entre outros.

A comida é carregada de simbolismo. Está precocemente associada as nossas vidas, como amor, afeto carinho. Tem enorme significado em nossa história. Aspectos familiares, culturais, pessoais, formatam nossas preferências. O bolo de fubá que minha avó fazia talvez não fosse o “mais saudável”. Não era de farinha integral, não tinha chia ou germe de trigo. Mas... Como era gostoso! Que saudades dela, dos seus papos...

Sim! Comemos afeto e carinho, mas também engolimos tristeza, culpa, ansiedade, raiva, medo, stress, frustrações... O pior é que , em curtíssimo prazo, o alimento alivia essas sensações desagradáveis...Depois, bem...depois vem a culpa e um dos efeitos colaterais mais temidos: ENGORDAR!

Quando comemos para superar sensações desagradáveis, quando o alimento é engolido para resolver problemas e conflitos para os quais não foi feito, tenhamos ou não consciência, o fazemos sem controle, sem respeitar o binômio fome- saciedade, muitas vezes compulsivamente. Se no primeiro momento há alívio, depois...

Se esse tipo de comportamento está presente deverá ser “desmontado”, identificado e tratado se a pessoa quiser efetivamente emagrecer. Se você come para aliviar um estado interno de tensão, conscientemente ou não, inclua a abordagem psicológica em seu projeto de emagrecimento Afinal, COMIDA NÃO É TERAPIA. Talvez você precise de terapia para controlar a comida!



Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br



Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

UM POUCO SOBRE PSICOLOGIA DO EMAGRECIMENTO


  1. Pense em emagrecer e PERMANECER MAGRA!
  2. PROCEDA TODOS OS DIAS COMO SE ESTIVESSE NO PRIMEIRO!
  3. Não faça “regime”. Procure orientação nutricional.
  4. Cuide do processo! O emagrecimento vem como conseqüência.
  5. Inclua o prazer em seu projeto de emagrecimento.
  6. Emagrecer é mudar estilo de vida. Para mudar estilo de vida é preciso mudar comportamento. Um comportamento só se torna um hábito se for praticado diversas vezes e automatizado. Para que um comportamento se repita é preciso que seja prazeroso. Um conjunto de hábitos saudáveis define o novo estilo de vida.
  7. Já que não pode comer o quanto quer, deverá ser trabalhada nutricional e psicologicamente para comer o que gosta, parcimoniosamente.
  8. Comer deve ser um prazer, MAS NÃO O PRAZER! Como estão as fontes de prazer de sua vida?
  9. Faça atividade física. O melhor exercício físico, psicologicamente falando,  é aquele que, mesmo cansada hoje, você tem vontade de fazer amanhã.
  10. Têm pessoas que gostam de fazer atividade física. Outras gostam de ter feito.
  11. Um hábito reforça o outro. Quando fazemos atividade física nos sentimos mais capazes de controlar a alimentação.
  12. Comprometa-se com o processo.
  13. Errou? Corrige! Caiu? Levanta! Encare os erros como oportunidade de aprendizado.
  14. Quando você emagrecer não será magra. ESTARÁ MAGRA SE E ENQUANTO MANTIVER UM ESTILO DE VIDA MAGRO!
  15. Não tenha pressa para emagrecer. Durante todo o processo você terá um aprendizado nutricional e psicológico que lhe fornecerá ferramentas para o resto da vida. Afinal, EMAGRECER É MUITO MAIS QUE PERDER ALGUM PESO POR ALGUM TEMPO!
  16. Estabeleça metas viáveis.
  17. Onde entra a necessidade de incluir a psicoterapia ?
  • Longo histórico de obesidade/sobrepeso.
  • Efeito yoyo : engorda/emagrece, engorda emagrece.
  • Comer por ansiedade, tensão, frustração, tristeza, depressão, stress, ócio, conflitos sexuais, raiva, dificuldades sociais.
  • Presença de compulsão alimentar, compulsão alimentar noturna, bulimia, outros transtornos do comportamento alimentar.
  • Muitas pessoas apresentam algum benefício inconsciente permanecendo gordas. Querem emagrecer mas, em determinado momento se auto sabotam
  • Resumidamente, se você sabe o que fazer mas,  não consegue fazer aquilo que sabe que deveria, inclua a psicoterapia.
  1. É fundamental a autoestima em tudo o que fizermos, inclusive no processo de emagrecimento. Goste-se acima de tudo. Não coloque sua auto-aceitação num numero na balança, medida de cintura ou quadril. Você é muito mais que isso.
  2. Seja feliz para emagrecer e não emagreça para ser feliz!
  3. Cuidado com metas inviáveis de beleza! Não existem “padrões”.Cada ser humano tem sua beleza, suas características.Procure sua identidade estética, aquilo que a faz única, seus diferenciais. Cuide da MELHOR VERSÃO DE SI MESMA!
  4. Não há beleza sem saúde e autoestima. É a autoestima que determina, mais que a atratividade física, como uma pessoa identifica sua imagem. Mude o que pode ser mudado e conviva harmoniosamente com aquilo que não quer ou não pode.

  1. Beleza ideal? A sua!


                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Tratamento da ansiedade e da compulsão alimentar
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br



Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo





quinta-feira, 27 de novembro de 2014

OS PERIGOS DO SEDENTARISMO

OS PERIGOS DO SEDENTARISMO

Ao lado do tabagismo e da obesidade o sedentarismo é o maior fator de risco para doenças crônicas e mortalidade. SEDENTARISMO MATA!

Estudo  realizado pela Harvard Medicinal School dos Estados Unidos em 122 países e publicado pelo The Lancet informa que 1 em cada 4 mortes em todo o mundo está relacionada ao sedentarismo.
No Brasil 49,2% das pessoas são sedentárias. No mundo 1,5 bilhão de pessoas não faz atividade física. Se os índices de sedentarismo fossem reduzidos para 10 a 25%, 1,3 milhão de mortes poderiam ser evitadas! Fora a melhora da qualidade de vida.

Pense nisso antes de “não fazer exercício”.

Lembre-se: PSICOLOGICAMENTE FALANDO, O MELHOR EXERCICIO FÍSICO È AQUELE QUE, MESMO CANSADA HOJE, VOCÊ TENHA VONTADE DE FAZER AMANHÃ!  



                  Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br



Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo





segunda-feira, 13 de outubro de 2014

COMER NOTURNO

COMER NOTURNO

     Diversas causas podem nos levar a comer à noite, à revelia de nossas intenções, sabotando muitas vezes os mais sinceros propósitos de emagrecimento.
     O quadro é mais ou menos assim: a pessoa segue uma dieta durante o dia e à noite, geralmente após a última refeição, come compulsivamente, pondo por terra mais uma tentativa. Na manhã seguinte não tem fome, alimenta-se mal, culpa-se, almoça pouco, criando condições para novo episódio noturno.
     Em outros casos, a pessoa trabalha ou estuda, ocupa-se durante o dia e à noite, quando relaxa, apresenta o problema.
     O comer noturno pode ser uma forma de compulsão alimentar ou um hábito adquirido.
     Habitualmente o problema requer assistência psicológica, porém vale tentar algumas dicas.

  • Não chegue com fome à noite. Faça as refeições devidas. Não pule refeições, não tente atalhos. Não deixe de comer um bife para depois comer um boi... Antes de qualquer coisa, tenha um plano nutricional correto.
  • Procure, dentro das suas possibilidades, fazer suas refeições aproximadamente nos mesmos horários, adequando ao seu estilo de vida, não fazendo intervalos maiores de três ou quatro horas. Você se acostumará a sentir fome nestes horários.
  • Procure prever o que você irá comer. O aumento de previsibilidade fará com que você tenha melhores condições de controle.
  • Cuidado como tudo ou nada. É pior a sensação de falta de controle do que a falta de controle propriamente dita. Se você errou ou acha que errou não pense que “perdido por um perdido por dez”. Um bombom não deve levá-lo à caixa inteira.
  • Se você sente dificuldade em ter o dia como unidade, se um deslize de manhã o leva a comer o dia todo e inclusive à noite, pegue períodos menores como unidade. Ex: período da manhã, tarde e noite.
  • UM ERRO MUITO FREQUENTE DE QUEM COME COMPULSIVAMENTE Á NOITE É “GUARDAR” AS CALORIAS PARA PREVENIR-SE. Passa fome durante o dia e come muito à noite. Na realidade, criou condições para que o comer noturno ocorresse. A MELHOR MANEIRA DE NÃO COMER DEMAISÀ NOITE É COMER BEM DURANTE O DIA!
  • Anote o que você come, as situações em que isso ocorre, as emoções, sentimentos e pensamentos que ocorrem imediatamente antes de apresentar esse comportamento. A MONITORAÇÃO POR SÍ SÓ É A PRIMEIRA FORMA DE AUTOCONTROLE ! ESTUDOS MOSTRAM QUE VOCÊ COMERÁ DE 10 a 20% MENOS, SIMPLESMENTE POR EFETUAREM ESTA ANOTAÇÃO! Alem disso, através da monitoração, você identificará os estímulos fora a fome, que o levam a comer à noite.
  • Faça exercícios físicos. A atividade física relaxa baixa a tensão e é poderoso agente anti stress.
  • Procure desenvolver alguma forma de relaxamento. Você poderá, inclusive, utilizá-la aos primeiros sinais de impulso de comer.
  • Inclua o prazer em sua vida. Suas noites podem estar muito monótonas. Não confunda descansar com “não fazer nada”, se isto é monótono para você. Pense num “descanso ativo”, onde você faz algo que lhe de prazer, desvinculado de qualquer responsabilidade ou até de finalidade. Simplesmente divirta-se.
  • Quando chegar em casa, “desligue a chave geral”. Deixe seus problemas de trabalho... no trabalho. Verifique que suas preocupações, em sua grande maioria, referem-se a coisas que não pode resolver no momento e, muitas vezes, com coisas que jamais acontecerão. Não acontecem, mas a preocupação gera ansiedade e stress e daí para a comida...
  • NÃO TENHA EM CASA ALIMENTOS QUE VOCÊ CONSIDERE DE RISCO.
  • Desenvolva atividades prazerosas, que possam ser evocadas ao primeiro sinal interno de impulso de comer. Na hora do perigo utilize-as. De uma caminhada, faça algum trabalho manual, visite um amigo, telefone para alguém, digite um trabalho no computador. Algo que o faça “esquecer da vida” e da. comida...
  • Poderoso enfraquecedor de um impulso é o decurso de tempo. Se você tiver impulso de comer e estiver preso numa sala pelo tempo suficiente, verificará que sua ansiedade aumenta no início, mas chega num patamar e depois declina. A “vontade passa”! Ai você sentir-se-á uma “virtuosa”!”
  • Não existem alimentos proibidos. Se você quiser comer chocolate tudo bem. MAS NÃO O TENHA EM CASA! Vá a um local e compre uma unidade pequena. Leve-a para casa, anote em seu diário e espere 5 ou 10 minutos. Depois saboreie lentamente.
  • TREINE COMER DEVAGAR. COMA O MAIS LENTAMENTE POSSIVEL. ESTE É UM COMPORTAMENTO FÁCIL DE FALAR, MAS DIFICIL DE FAZER... É NECESSÁRIO TREINAMENTO!
  • Fique atento para alguns comportamentos ou hábitos associados aleatoriamente. Exemplo, comer diante da televisão, comer pipoca quando vai ao cinema, e outros.
  • Concentre-se no que come! Coma “com todos os sentidos”! Sinta o aroma, a temperatura do alimento, a textura! Faça como um provador de vinho! SABOREIE!
  • Autocontrole quer dizer ADIAMENTO DA GRATIFICAÇÃO. Abrir mão de uma recompensa imediata e discutível, a comida, e concentrar-se em outra, o emagrecimento.
  • Faça do alimento um prazer e não O PRAZER! A NOITE TEM OUTROS ATRATIVOS.
  • OS CASOS QUE RESISTEM A MERAS INTERVENÇÕES DESTE TIPO DEVEM SER TRATADOS PSICOTERAPICAMENTE! O TRATAMENTO DE ESCOLHA PARA A COMPULSÃO NOTURNA É A PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL E COGNITIVA.
  • COMPULSÃO NÃO RESOLVIDA INVIABILIZA QUAISQUER TENTATIVAS DE EMAGRECIMENTO.

                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
-  Psicólogo das Agências  L'Equipe, Joy r KeeMod de modelos.
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br/estilo


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br


Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo



terça-feira, 7 de outubro de 2014

DICAS DE AUTOESTIMA

DICAS DE AUTOESTIMA


     Busque a auto-estima DENTRO DE VOCÊ. Banho de loja ou carro novo podem ser momentaneamente prazerosas, mas não recuperam a auto-estima.

     Procure o autoconhecimento. Quais são as suas qualidades? Seus pontos fortes? Quais são seus limites? Como isso o preocupa e o que faz diante desses limites?

    Pratique a autoaceitação incondicional. Incondicional não quer “passivo”. Você pode ter déficits em alguns assuntos, mas isso não a desqualifica como pessoa. Auto-aceitação incondicional quer dizer ser “sua melhor amiga”, mesmo não sendo perfeita.

     Mas se você não está satisfeita com seus déficits, vamos ao mandamento maior. NÃO SE LAMENTE! FAÇA!! Transforme os lamentos em ação. Estabeleça metas viáveis e vá atrás. Persevere e não se compare com ninguém.

     Diga “não” ao perfeccionismo. Faça o melhor que puder. Procure melhorar sempre, mas não seja algoz de si própria. Assuma o risco do erro. Erros não são insucessos. São oportunidades de aprendizagem. Errou? Corrige!! Caiu? Levanta!! Quando almejamos a perfeição estamos a um passo da frustração.

     Cultive a assertividade. A capacidade de expressar seus direitos, sentimentos e emoções sem hostilidade e levando em conta o direito do outro. Desenvolva a empatia. Procure se colocar no lugar do outro.  Trabalhe a capacidade de dizer “não” sem se sentir culpada.

     Redescobrir a auto-estima habitualmente é um processo longo. Mas vale a pena.

     Caso essas dicas lhe pareçam difíceis, não se envergonhe! Procure ajuda psicoterápica.



                               Dr. Marco Antonio De Tommaso

·          Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
·          Atuou no IPQ do H.C.U.S.P.
·          Credenciado pela Assoc. Brás. Para Estudo da Obesidade
·          Assessoria psicológica para modelos e agências.
·          Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010.
·         Colunista da revista Boa Forma “No Divã”
·         Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br

www.tommaso.psc.br             tommaso@terra.com.br            11 – 3887 9738