terça-feira, 7 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Caras amigas,



Em 08/03/1857 em Nova Iorque 129 mulheres morreram queimadas em uma tecelagem. Reivindicavam 10 horas de jornada de trabalho, melhores condições salariais (percebiam 30% do que ganhavam os homens) e licença maternidade.



Em 1911 a UNESCO criou o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, em alusão ao terrível fato, parecendo antever que anos depois a mulher, enfrentando 10 000 anos de patriarcado, iniciaria um vitorioso movimento de emancipação que, embora ainda não concluído, é um marco na história da humanidade.



A você, mulher, minha sincera admiração e homenagem.



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MANUTENÇÃO DO NOVO PESO: ETERNA VIGILÂNCIA

MANUTENÇÃO DO NOVO PESO: ETERNA VIGILÂNCIA

Um antigo mestre dizia "o custo da manutenção do peso pós emagrecimento é a eterna vigilância".
Sem obsessões, ainda é atual, já que a obesidade é doença crônica e só tem tratamento. Nenhum gordo se torna"magro", mas estará magro se e enquanto mantiver estilo de vida magro.
Num projeto de emagrecimento a manutenção é o mais difícil. Novos comportamentos deverão ser praticados pelo resto da vida. Por isso, o índice das pessoas que emagrecem e conseguem manter o novo peso é muito pequeno.
Diversos fatores dificultam a manutenção:

·         os fatores que levaram a pessoa a engordar estão lá, intocados e tentarão fazer voltar  o velho peso.

·         se a pessoa emagreceu com uma dieta muito restrita não houve aprendizado nutricional suficiente para uso permanente e isso  dificultará o processo.

·         o peso muda antes que a cabeça e, se essa não mudar, o velho peso estará de volta.

·         queda da motivação, e essa deverá ser permanente
·         cessam os reforços sociais.

·         falta de preparo emocional para a nova fase, o novo papel.

·         tendência a negligenciar a continuidade do processo

·         readaptação pessoal social ao papel de magro (resocialização)

·         reconstrução da imagem corporal (autoimagem)

A importância do autoconhecimento psicológico é fundamental  para a continuidade do processo. As emoções deverão estar no lugar.A ansiedade, stress, depressão deverão ser trabalhadas, se a pessoa quiser continuar magra, sejam elas causa ou efeito. Deverão ter sido desenvolvidas a perseverança, a tolerância à frustração.
Como vemos, não há exagero em dizer que "o preço do novo peso é a eterna vigilância", sem obsessões, mas com responsabilidade. Emagrecer é muito mais do que fazer mais uma dieta por algum tempo e perder algum peso.É toda a reformulação de um estilo de vida que envolve aspectos médicos, nutricionais e PSICOLÓGICOS, os mais negligenciados.



Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Tratamento da ansiedade e da compulsão alimentar
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br (Em reformulação)


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br



Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

AUTOSSABOTAGEM NO EMAGRECIMENTO?



De certa maneira, todos temos pontualmente pensamentos negativos em relação a nossas metas e projetos. A dúvida,o desconhecido, o ainda não realizado geram ansiedade e, ao preenchermos o hiato entre o presente e o futuro poderemos ter momentos de vacilo.

No emagrecimento é comum pessoas se perderem quando estavam no caminho certo.

Desde um deslize eventual na parte nutricional até pensamentos negativos podem desencadear o processo. Pior,muitas ocorre fora da consciência, como se o candidato tivesse um ganho secundário permanecendo gordo, não se sentindo merecedor do  resultado positivo. 

Frequentemente isso ocorre quando a meta está próxima... Um derivado do "medo de ser feliz". A manifestação consciente pode começar com um deslize nutricional que poderia ser facilmente revertido. Um ato falho,como esquecer o lanche da tarde, ou fazer uma dieta mais rígida do necessário. Ou uma concessão consentida.Um exemplo clínico: a pessoa volta feliz da nutricionista, perdeu algum peso e "comemora"...comendo...Parece ter uma pseudo auto suficiência momentânea..."Quando quiser volto a emagrecer"...Ou "perdi 2 kg,se eu engordar meio,estou no lucro...".Passa o boi e depois a boiada toda...Vem a culpa e a sensação de descontrole...Outros pensamentos sabotadores podem antecipar grandes deslizes ; "eu mereço", "só hoje", "quer saber?" e outros. Promessas feitas hoje e que não serão cumpridas amanhã. Simples formas de tentar diminuir a ansiedade que virá reforçada pela culpa.

A autossabotagem é mais frequente em longos históricos de tentativas de emagrecimento, onde a imagem corporal tenha sido alterada e , com ela,a autoestima. Sabemos que a baixa autoestima é o denominador comum nos transtornos alimentares.

Se você se identifica com um desses exemplos observe que, sempre que há um conflito entre a consciente vontade de emagrecer e fatores inconscientes contrários, vence o lado inconsciente.

Se a autossabotagem estiver presente e não for tratada, põe por terra os mais competentes projetos médico-nutricionais. A pessoa quer e não quer a mesma coisa ao mesmo tempo.
Nestes casos, a abordagem psicológica é fundamental. Essa autossabotagem deverá ser identificada e tratada.

Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

terça-feira, 29 de novembro de 2016

POR QUE INCLUIR A ABORDAGEM PSICOLÓGICA NO EMAGRECIMENTO?

POR QUE INCLUIR A ABORDAGEM PSICOLÓGICA NO EMAGRECIMENTO?

Emagrecimento pressupõe mudança de hábitos, de comportamento. Mais que perder peso, emagrecer é mudar a cabeça para, consequentemente, mudar peso. Mudanças mobilizam ansiedade, incerteza, medo do desconhecido. A própria natureza do comportamento alimentar inadequado, que leva à comida, é complexa. Muitas vezes é ligada a sentimentos de culpa, ansiedade, angustia, raiva, preocupação, depressão, stress, obsessões, insônia, ciúmes. Problemas afetivos, sexuais, de relacionamento, conjugais, desajuste familiar, podem ter na comida um “remédio” indevido, sem que a pessoa se dê conta.

     A abordagem médico/nutricional trabalha o lado lógico do emagrecimento. Trabalha o comportamento nutricional, regido pela lógica, pelo aprendizado, visando prover o organismo dos nutrientes necessários. O comportamento alimentar, mais simples, instintivo, primitivo é, muitas vezes, alterado pelos elementos emocionais acima. Se a pessoa está equilibrada psicologicamente e motivada, em tese pode emagrecer sem problemas. Ocorre que, entre “saber o que fazer” e “conseguir fazer o que a pessoa sabe que deveria”, muitas vezes vai um abismo. A alteração de comportamento que leva ao prato tem caráter basicamente emocional, ilógico e muitas vezes não acessível às abordagens tradicionais, necessárias, mas não suficientes.

     Porque isso ocorre? Se o alimento tem outra função, que não nutrir, se é utilizado como “remédio” para males para os quais não foi feito ou para resolver problemas que não resolve, mas mascara, ao restringir ao menos a quantidade de comida provoca o recrudescimento dessas emoções que atenuava. Se a pessoa não tem maneiras mais adequadas de lidar com seus problemas a comida vai ser, novamente, trazida à tona como “salvação”. Aí o comportamento nutricional que se tentou introduzir pode ter vida curta. Retirou-se uma estratégia de sobrevivência emocional da pessoa e não se desenvolveu outra. A pessoa irá sentir-se à mercê dos sentimentos que a comida camuflava. E não irá aderir às prescrições médicas.

     Aí entra a psicologia. Trazer o alimento à sua real função. Para tal são necessárias a identificação e modificação daquelas emoções que impedem a consecução dos objetivos do candidato a emagrecimento.

                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016