terça-feira, 5 de maio de 2015

PALESTRA NA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS MAGISTRADOS



Dia 20/05 , quarta feira, 14 h 30 min, estarei palestrando na Associação Paulista dos Magistrados (APAMAGIS). O tema será “SÍNDROME DA IMAGEM A ZELAR”.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"SÍNDROME DA IMAGEM A ZELAR~

SÍNDROME DA “IMAGEM A ZELAR”


Um amigo meu, brilhante Promotor de Justiça, certa feita procurou-me alegando sofrer da “Síndrome da Imagem a Zelar”. Homem culto, muito inteligente, lógico e racional, dizia ter sido moldado pela profissão a uma formalidade excessiva.

Eu, evidentemente, não conhecia a tal “Síndrome”, não com esse nome. Mas, mediante sua descrição, verifiquei o quanto era procedente em sua profissão e em tantas outras, onde prevalece a lógica, a racionalidade por vezes excessiva e a contenção e muitas vezes o bloqueio da expressão emocional adequada.

Alguns profissionais apresentam perfil de personalidade para tal. Outros não. “Controlam” artificialmente a expressão das emoções ou o fazem de forma inadequada, canalizando muitas vezes para o corpo através de sintomas essa carga reprimida. Tentam bloquear a parte cognitiva das emoções, mas a ativação fisiológica continua. Insidiosa e silenciosamente.

Estudo, por coincidência, realizado com advogados, mostra que, aqueles mais irritados, que não compartilham suas emoções, apresentavam chance cinco vezes maior de morrer antes dos cinquenta anos! Antes disso, poderiam apresentar sintomas vários, como hipertensão arterial, hiper colesterolemia, arritmias cardíacas, entre outros.

É o stress, mal conduzido, realizando vítimas.
Mister se faz que profissionais desse tipo sejam trabalhados para que, paralelamente à sua atividade, tenham um espaço para expressão das emoções. Um local onde possam ser treinados a liberá-las adequadamente.

Muitas vezes a psicoterapia é esse veículo, conforme meu amigo promotor.


                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br



Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo


"Mas...Eu preciso perder pouco peso"

“Mas...eu preciso perder pouco peso”



     Vamos diferenciar uma mulher obesa ou com sobrepeso daquela que, mesmo clinicamente normal, “precisa” perder alguns quilos. Não adianta negar o fator estético e dizer-lhe apenas “seu IMC é normal. Você não faz parte do grupo de risco”, se essa mulher estiver em conflito com seu espelho. Para muitas, pode ser o convite a praticarem toda uma gama de condutas perigosas ou caírem na mão de charlatões. É só lembrarmos que, no Brasil, 90-95 % das consumidoras de medicamentos moderadores de apetite são pessoas que querem perder peso por razões estéticas...E que dificilmente uma mulher de 1,70m que pese 66 kg, por exemplo, aceitaria esse peso como “normal” , mesmo sabendo que o IMC correspondente seria aproximadamente 23.
      Leve em consideração que :

·         Você não é uma mulher obesa ou com sobrepeso. È clinicamente normal e quer perder algum peso (leia-se gordura) por razões estéticas. Não há beleza sem saúde !!

·         Não supervalorize o que o emagrecimento pode fazer por você. Não imagine que problemas emocionais sejam “curados” , que o “homem de sua vida” correrá atrás de você ou que o Bill Gates lhe proponha sociedade...Tudo continuará como antes. Você apenas estará mais leve...Não crie falsas expectativas de beleza ou sucesso via emagrecimento.


·         Busque objetivo viável. Ser TOP Model ou Atleta olímpica é uma condição de exceção  e não regra geral e muito menos garantia de felicidade.

·         Não tome medicamentos sem prescrição médica.


·         Você precisará de orientação nutricional para perder esses quilinhos. Não pense que “é só deixar de almoçar”, pular o café da manhã, deixar de comer carboidratos ou só comer carboidratos...Cuidado ! O tiro pode sair pela culatra !

·         Lembre-se que quanto menos você pesar, mais difícil será a manutenção.


·         Faça exercícios físicos ! Cultive o prazer no exercício. Descubra atividades que lhe dão prazer e faça delas uma rotina. O melhor exercício é aquele que, mesmo estando cansada hoje, tenha vontade de fazer amanhã.Aumente a atividade física informal, aquela que você faz na sua rotina diária. Ande a pé, suba escadas.

·         Não faça do emagrecimento uma obsessão! Continue sua vida.


·         Não tente perder tudo de hoje para amanhã. Desconfie deste tipo de promessa, venha de quem vier. A industria do emagrecimento mobiliza bilhões de dólares. Lembre-se que quanto menos gordura tem no corpo mais lenta é a perda.

·         Emagrecer, mesmo pouco, envolve mudança de comportamento, sem o que você apenas muda PROVISORIAMENTE DE PESO, PERDE ALGUM PESO POR ALGUM TEMPO. Depois...volta e vira yo yo ... Emagrecer é mudar estilo de vida e NÃO APENAS PESO. Mudar estilo de vida é mudar hábitos. Mudar hábitos é automatizar novos comportamentos que só tornar-se-ão habituais SE FOREM PRAZEIROSOS! CULTIVE O PRAZER!


·         A ansiedade pode levá-la a comer mais e conseqüentemente engordar. Se você usa a comida , mesmo sem perceber, para baixar a ansiedade, QUANDO DIMINUI O ALIMENTO E, PELO MENOS QUANTITATIVAMENTE TERÁ QUE FAZÊ-LO, A ANSIEDADE VOLTA, COMO NUM REBOTE. Aí vem aquele tipo de “nervosismo” que leva de volta à comida ! Por paradoxal que pareça ! Como também parece paradoxal algumas pessoas engordarem justamente quando se propõe a emagrecer.

·         Se a ansiedade estiver presente e não for identificada e tratada LEVARÁ DE VOLTA À COMIDA, inviabilizando seus mais sinceros propósitos  de emagrecimento..


·         SE VOCÊ SABE O QUE FAZER MAS NÃO COSEGUE FAZER AQUILO QUE DEVERIA, SE HÁ UMA ESPÉCIE DE AUTO SABOTAGEM EM SEUS PROGRAMAS DE EMAGRECIMENTO, SE COME NÃO POR FOME MAS POR QUALQUER OUTRO FATOR QUE NÃO CONSEGUE CONTROLATR, INCLUA PSICOTERAPIA EM SEU PROGRAMA !


                                      Dr.  Marco Antonio De Tommaso
·         Psicólogo e psicoterapeuta  pela Universidade de São Paulo
·         Atuou no IPQ do HC USP em pesquisa e atendimento
·         Credenciado pela Assoc Brás para Estudo da Obesidade
·         Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010
·         Articulista da Revista Boa Forma “No Divã”
·         Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br

 
tommaso@terra.com.br           www.tommaso.psc.br

sexta-feira, 27 de março de 2015

ENTREVISTA "15 MINUTOS DE FAMA"

LINK ENTREVISTA NO PROIGRAMA "15 MINUTOS DE FAMA" TV CINEC



https://www.youtube.com/watch?v=ObdsH8g61h0

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS Á OBESIDADE

TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS À OBESIDADE

É comum a associação da obesidade com problemas psicopatológicos, as chamadas “comorbidades”. Discute-se se são causa ou efeito. O que veio antes, o ovo ou a galinha? A pessoa engorda por que tem problemas emocionais ou tem problemas emocionais por que é gorda?

Não há espaço aqui para entrarmos no mérito. Porém, sabemos que existem diferentes tipos de obesidade. Mais apropriadamente, falamos em “obesidades”. O que vale para um pode não valer para outro, daí a necessidade de individualizarmos  cada caso.

Vamos a alguns dados clínicos:

·         Obesos têm maior prevalência de transtornos   emocionais graves.
·         Quanto maior o grau de obesidade maior o comprometimento e a dificuldade de tratamento.
·         Quanto mais problemas estiverem associados, menos favorável é o prognóstico.

Entre os problemas associados podemos citar a ansiedade, dificuldades afetivas, dificuldades sociais e sexuais, de relacionamento, timidez, baixa capacidade de habilidades sociais, baixa assertividade, transtornos de humor (depressão, distimia, transtorno bipolar), excesso de preocupações, alteração da imagem corporal e, como elemento chave, a baixa autoestima, os sentimentos de inferioridade, adquiridos até pela discriminação sofrida. Finalmente, a presença de compulsão alimentar e da compulsão alimentar noturna que, ocorrem entre 30 a 50 % das pessoas fora de peso podem inviabilizar o mais competente projeto médico-nutricional.

Como vemos, nesses casos o tratamento envolve a inclusão da psicoterapia no processo de emagrecimento. É fundamental a identificação e o tratamento desses problemas, causa ou efeito, para que o emagrecimento seja possível.

                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

QUANDO CORRER SE TORNA COMPULSÃO

QUANDO CORRER SE TORNA COMPULSÃO

Atividade física é fundamental para a saúde e o bem estar. Melhora a autoestima. Deve ser praticada com regularidade e segurança, orientada por um especialista após a pessoa ter se submetido à avaliação médica.

A corrida, particularmente, traz enorme bem estar, provoca a secreção de hormônios do prazer, como a endorfina, melhora nosso humor, reduz a ansiedade e é eficaz coadjuvante no tratamento das depressões leves. Promove queima calórica e é importantíssima componente de um programa de emagrecimento, ao lado de nutrição adequada e do equilíbrio psicológico. Além disso, beneficia a estética.

Por todas essas razões, é fácil exagerar em sua prática! Muitas pessoas, inebriadas com a endorfina, extrapolam em seus treinos. Até aí, normal e vemos isso ocorrer diariamente.

Porem existe aquelas que estão sempre inquietas e ansiosas diante do exercício. Exageram na quantidade e na intensidade, deixam de lado outras áreas de suas vidas para praticá-las, sentem–se culpadas quando, por um motivo de força maior não podem treinar. Temem engordar se perderem um dia e, efetivamente, se vêm engordando. São adeptas do “fazer até doer, se não, não faz efeito”. Mostram-se relutantes aos limites colocados pelo treinador e até as criticas familiares. Não raro, praticam as escondidas. Chegam a tomar antiinflamatórios, para driblar a dor e continuar fazendo. “Mais é melhor”, é o lema. São acometidas frequentemente por lesões.

     Há uma idéia invasiva (vem contra a vontade da pessoa, que não consegue desvencilhar- se dela) de “estar engordando” ou “perdendo a forma” ou de “estar feia”, entre outras. Mais que prazer e necessidade, o exercício entra como uma “urgência” interna, e sua realização reduz provisoriamente a ansiedade provocada pelos pensamentos iniciais. Alivia momentaneamente a culpa por sentir-se engordando. Em alguns casos vem após episódio alimentar em que a pessoa acha que comeu algo que acha que a fará engordar.

     Habitualmente sabem que estão fazendo demais, mas não conseguem deixar de fazê-lo, resistindo à orientação do orientador físico ou das críticas familiares.

     O exercício físico compulsivo pode ser parte integrante dos transtornos alimentares (anorexia e bulimia), onde assume o papel de comportamento compensatório aos ataques de comer ou mesmo provenientes de má avaliação da própria imagem. A anoréxica tem verdadeira “obsessão pela magreza” e a bulímica pavor de engordar... Geralmente ocorre em pessoas (predominantemente mulheres) jovens e de peso normal ou até abaixo.

     Pode ocorrer ainda no transtorno do corpo dismórfico ou “dismorfofobia”, onde a pessoa sente-se “feia” ou portadora de algum “defeito físico” habitualmente inexistente ou irrelevante e que a leva a “corrigir” também via exercício, especialmente se for algo referido como “gordura localizada, celulite” etc. Um “pneu” ou que denomina “pneu” leva a horas de exercícios/dia.

    Com certeza, não é a atitude adequada diante da atividade física e da corrida! Corra com prazer! Saboreie a sensualidade da corrida, a explosão da endorfina e não o milésimo de segundo que a separa do recorde mundial! Corra “com todos os sentidos”. Contemple a paisagem, sinta seu corpo, tateie o solo. A corrida deve baixar a ansiedade e não provocá-la! Correr deve provocar uma sensação de liberdade, de eficiência. Seja carinhosa com você! Que tal colocar sua cabeça, suas emoções e pensamentos a trabalharem a seu favor e não contra?

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