terça-feira, 2 de setembro de 2025

Mitos e Verdades sobre o Suicídio

 1.       Mito: Quem ameaça suicídio só quer chamar a atenção. Verdade: Na maioria das vezes, essa é uma forma de expressar um sofrimento insuportável e pedir ajuda. Leve a sério.

2.       Mito: Falar sobre suicídio aumenta os riscos. Verdade: Falar sobre o assunto com empatia e sem julgamento diminui o risco, pois oferece uma oportunidade para a pessoa se abrir e buscar ajuda.

3.       Mito: Suicidas têm intenção absoluta de morrer. Verdade: A maioria das pessoas ambivalente entre viver e morrer. Elas querem acabar com a dor, não com a vida.

4.       Mito: O suicídio é uma decisão individual. Verdade: O suicídio não é uma escolha de "livre-arbítrio", mas a consequência de um sofrimento psíquico intenso, frequentemente ligado a doenças mentais.

5.       Mito: Melhoras após a crise significam que o risco acabou. Verdade: Este é um período de alto risco, pois a pessoa pode ter reunido energia para planejar e executar o ato. A atenção deve ser redobrada.

6.       Mito: A pessoa que já pensou em suicidar-se terá risco o resto da vida. Verdade: Com o tratamento adequado, a pessoa pode superar a crise e viver uma vida plena e feliz.

7.       Mito: Crianças não cometem suicídio. Verdade: Infelizmente, crianças também podem ter ideações e tentativas. É crucial estar atento a mudanças de comportamento.

8.       Mito: Ideias de morte são "coisa" de jovens. Verdade: Idosos, especialmente aqueles que sofrem de solidão e doenças crônicas, também são um grupo de alto risco.

9.       Mito: Quem quer se suicidar não fala. Verdade: A maioria das pessoas que tentam suicídio dão sinais claros, seja verbalmente ou por meio de comportamentos.

10.  Mito: Indivíduos que tentam suicídio sempre têm uma perturbação mental. Verdade: Embora muitos casos estejam ligados a transtornos mentais, o sofrimento que leva ao suicídio pode ser resultado de outros fatores, como traumas e crises existenciais.

Lembre-se: o conhecimento é a nossa melhor ferramenta para prevenção. Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda, procure um profissional de saúde mental. A vida é sua prioridade.

 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Alarme falso na mente: ENTENDENDO O PÂNICO

 

Alarme Falso na Mente: Entendendo o Pânico

Imagine a seguinte situação: você está tranquilamente em casa quando, de repente, um alarme ensurdecedor dispara. Seu coração acelera, a respiração fica ofegante, você sente um frio na barriga e uma vontade incontrolável de fugir. Acontece que... não há incêndio, nem ladrão, nem perigo algum. O alarme simplesmente disparou por um defeito no sistema. Frustrante e assustador, não é?

Pois bem, uma crise de pânico funciona de maneira muito parecida com esse alarme defeituoso dentro de nós. É como se o nosso sistema interno de detecção de perigos fosse acionado de forma intensa e repentina, mesmo que não exista uma ameaça real presente.

De repente, sem aviso, sensações físicas intensas tomam conta do corpo: o coração parece querer saltar do peito, a respiração fica curta e rápida, as mãos suam, pode haver tremores, tontura e até a sensação de que vamos desmaiar ou morrer. A mente se enche de pensamentos catastróficos, como "vou perder o controle", "estou tendo um ataque cardíaco" ou "vou enlouquecer".

Assim como o alarme defeituoso que nos deixa em estado de alerta máximo sem motivo, a crise de pânico ativa a nossa resposta de "luta ou fuga" de forma exagerada. Essa resposta é uma reação natural do nosso organismo para nos proteger de perigos reais. No entanto, durante o pânico, essa reação é desencadeada indevidamente, causando um turbilhão de sensações físicas e emocionais aterrorizantes.

É importante entender que, apesar da intensidade dos sintomas, a crise de pânico em si não é perigosa para a saúde física. As sensações são reais e muito desconfortáveis, mas passageiras. Assim como o alarme para de tocar, a crise também tem um pico e diminui gradualmente.

Entender essa analogia do "alarme falso" pode ser o primeiro passo para desmistificar o pânico e buscar ajuda. Assim como um técnico pode consertar o alarme defeituoso, existem profissionais de saúde mental que podem nos ajudar a compreender e a lidar com esses "disparos" internos, ensinando estratégias para acalmar o sistema e retomar o controle.


Fico a inteira disposição para colaborar com você, como fiz com centenas de pessoas nessas décadas todas de experiência em pesquisa e atendimento.


Envie mensagem para 11 97255 1945! Agende sua entrevista!

terça-feira, 19 de agosto de 2025

 



  1. Sensações Físicas Iniciais
    • O corpo percebe uma alteração (ex.: coração acelera, tontura, falta de ar).
    • Isso pode acontecer por stress, esforço físico, calor, cafeína ou mesmo sem motivo aparente.
  2. Interpretação Catastrófica
    • A mente interpreta essa sensação como perigosa:
      • “Vou morrer.”
      • “Vou ter um infarto.”
      • “Vou desmaiar.”
    • Aqui nasce o pensamento automático catastrófico.
  3. Aumento da Ansiedade
    • Essa interpretação assusta ainda mais.
    • O corpo reage liberando adrenalina: respiração acelera, coração dispara, músculos ficam tensos.
    • O medo cresce rapidamente.
  4. Mais Sintomas Físicos
    • Quanto mais ansioso, mais sintomas surgem: suor, tremores, falta de ar, sensação de descontrole.
    • O paciente passa a “vigiar” o corpo, prestando atenção em cada batida do coração ou tontura.
  5. Ataque de Pânico
    • O pico do ciclo: sintomas muito fortes + sensação de perigo iminente.
    • Parece insuportável, mas sempre tem um fim.
  6. Evitação
    • Depois do ataque, a pessoa começa a evitar lugares ou situações (ônibus, shopping, ficar sozinho).
    • Essa evitação reforça o ciclo, porque confirma para a mente: “Era perigoso, ainda bem que fugi.”


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Convite Live : Agorafobia: quando o medo ocupa todos os espaços

 

Nesta segunda-feira, estarei ao vivo no Instagram com mais um capítulo da minissérie Entendendo o Medo

Dessa vez, o tema será:

Agorafobia — quando o medo ocupa todos os espaços

Nessa live, vamos conversar sobre:

  • O que é agorafobia (e o que ela não é)

  • Como ela surge após crises de pânico

  • O medo do próprio medo

  • Os sinais silenciosos que limitam a vida

  • E, principalmente, como a psicoterapia pode ajudar no tratamento e na retomada da autonomia


📍 Informações da live:

  • Data: 11/08/2025

  • Horário: 20 h 30 min

  • Onde: Ao vivo no meu perfil do Instagram — @marco_tommaso_psicologia


Se você ou alguém próximo sente que o medo está dominando mais do que deveria, essa conversa pode ser o primeiro passo para entender, acolher e tratar.

Te espero lá.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Convite Live" MEDO: MOCINHO ou...VILÃO?

 Olá!

Quero te fazer um convite especial para uma conversa que pode tocar diretamente aquilo que muitos vivem… mas poucos conseguem nomear.


MEDO! MOCINHO OU... VILÃO?
Os medos nossos de cada dia

Medo! Proteção automática ao perigo.
Será que temos mais medo do que precisamos?

Embora ele tenha sido fundamental na nossa evolução…
Hoje carregamos medos paradoxais:

Medo de morrer. Medo de viver.
Medo do desconhecido. Medo do conhecido.
Medo do futuro. Medo do presente.
Medo de gente. Medo da gente.
Medo de ficar só. Medo de ficar junto.
Medo do fracasso. Medo do sucesso.
Medo do medo. Medo da coragem.

MEDO, MEDO, MEDO.
Os nossos medos de cada dia.

Então… o medo é mocinho ou vilão?


🧠 Nesta segunda feira, 28 de julho, às 20 horas 30 minutos, realizarei uma live ao vivo no Instagram com esse tema.



Será a primeira da minha série especial para o Mês da Psicologia — um convite à reflexão sobre saúde emocional e caminhos de tratamento.

Vamos conversar sobre:
✔️ O papel do medo na evolução
✔️ Quando ele vira ansiedade
✔️ E como a psicoterapia pode ajudar você a retomar o controle

📍 Assista ao vivo pelo meu Instagram: @marco.tommaso.psicologia

Será um prazer ter você comigo.
E se quiser compartilhar este convite com alguém que possa se beneficiar, fique à vontade.

Com apreço,
Dr. Marco Tommaso
Psicólogo Clínico | CRP 06/599
📱 Atendimento online
🌐 www.marcotommaso.com.br

11 97255 1945




















terça-feira, 8 de julho de 2025

Por que sofro Tanto com o fim das Relações? Quando a ruprura ativa feridas antigas

 Por Que Sofro Tanto com o Fim das Relações? Quando a Ruptura Ativa Feridas Antigas

 

Você já se sentiu emocionalmente devastado após o fim de uma relação, mesmo quando sabia que ela não fazia mais sentido? Já teve a sensação de que o outro "levou algo de você", ou que ficou difícil até respirar?

 

Se sua resposta for sim, saiba: você não está sozinho.

 

O fim de um relacionamento, seja ele amoroso, de amizade ou até mesmo profissional, pode ativar feridas profundas — muitas vezes adormecidas — e trazer à tona emoções que parecem desproporcionais ao momento vivido.

 

Mas o que explica isso?

 

Quando o fim reabre o passado

Terminar uma relação pode significar muito mais do que apenas dizer adeus. Para muitas pessoas, o fim de um vínculo reativa experiências anteriores de abandono, rejeição, desvalorização ou negligência emocional.

 

🔹 O outro deixa de responder às mensagens?

Você revive, sem perceber, a dor de não ter sido ouvido na infância.

 

🔹 Alguém decide se afastar?

Você sente, como antigamente, que não é digno de amor.

 

🔹 A relação acaba?

Você se vê sozinho, inseguro e perdido — não apenas no presente, mas numa cadeia de sentimentos que talvez carregue há anos.

 

Essas reações não são exagero. São ecos emocionais de histórias mal resolvidas, que continuam influenciando suas escolhas e sofrimentos hoje.

 

Você se identifica com frases como:

“Ninguém nunca fica ao meu lado.”

“Sempre sou deixado para trás.”

“O problema sou eu.”

“Eu me apego rápido e depois sofro demais.”

 

Se sim, talvez não seja só sobre quem foi embora...

Talvez seja sobre quem você foi, como foi tratado, e o que aprendeu a esperar das relações.

 

Psicoterapia: o caminho para quebrar o ciclo

A boa notícia é que não precisa ser sempre assim.

A psicoterapia oferece um espaço seguro e ético para:

 

·       Identificar padrões de vínculo disfuncionais

·        Resgatar sua autoestima e autonomia afetiva

·        Entender a origem da dor para que ela não se repita

·        Aprender a se despedir sem se destruir

 

Você merece viver relações mais leves, saudáveis e equilibradas — começando pela mais importante de todas: a que tem consigo mesmo.

 

Está cansado de sofrer tanto com os términos?

Talvez seja hora de olhar com mais profundidade para essa dor.

 

Entre em contato comigo. Agende uma conversa.

 Atendimentos online, com sigilo, experiência e acolhimento.

 

Não adie o cuidado com o que te paralisa.

Psicoterapia transforma.

Mensagem para 11 97255  1945

 

 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Tratamento da Ansiedade: Exposição Gradual

 TRATAMENTO DA ANSIEDADE: EXPOSIÇÃO GRADUAL

Entendendo a Curva da Ansiedade

 

 

 

A CURVA DE EXPOSIÇÃO À ANSIEDADE

 

 O conceito da curva de exposição à ansiedade é fundamental para entendermos como a exposição gradual pode ajudar a reduzir os níveis de ansiedade em situações temidas. Como especialista em ansiedade, posso explicar esse fenômeno mais detalhadamente.

 

A curva de exposição à ansiedade, muitas vezes representada como um "U" invertido, descreve a relação entre o tempo de exposição a uma situação temida e o grau de ansiedade experimentado. Aqui está uma explicação mais detalhada:

 

Aumento inicial da ansiedade: Quando uma pessoa é exposta pela primeira vez a uma situação que provoca ansiedade, é comum que seus níveis de ansiedade aumentem. Isso ocorre porque o cérebro percebe a situação como uma ameaça, desencadeando uma resposta de ansiedade para preparar o organismo para lidar com o perigo percebido. Essa fase inicial pode ser bastante intensa, com picos de ansiedade.

 

Platô de ansiedade: Após o aumento inicial da ansiedade, os níveis de ansiedade tendem a atingir um platô, onde permanecem relativamente estáveis durante um período de exposição contínua à situação temida. Nesse ponto, o cérebro começa a perceber que a situação não é tão perigosa quanto inicialmente pensava, e a resposta de ansiedade diminui para um nível mais gerenciável.

 

Declínio da ansiedade: Com o tempo, à medida que a pessoa permanece exposta à situação temida, os níveis de ansiedade começam a diminuir gradualmente. Isso ocorre porque o cérebro está recebendo informações de que a situação não representa uma ameaça real e que a pessoa pode lidar com ela de forma eficaz. A exposição prolongada permite que a pessoa aprenda que seus medos são infundados e que ela é capaz de enfrentar a situação sem experimentar consequências negativas significativas.

 

Esse padrão de aumento inicial, platô e declínio na ansiedade durante a exposição é central para a eficácia da terapia de exposição, uma abordagem comprovada no tratamento de transtornos de ansiedade. A terapia de exposição envolve enfrentar gradualmente as situações temidas, permitindo que a pessoa aprenda que suas preocupações são exageradas e que ela pode lidar com elas de forma eficaz. Ao longo do tempo, a exposição repetida leva a uma redução significativa na ansiedade e ao aumento da confiança na capacidade de lidar com situações desafiadoras.

 

 

Dr. Marco Antonio De Tommaso

 

 - Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo

- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento –

- Tratamento da ansiedade, pânico, depressão, emagrecimento, compulsão alimentar.

- Atendimento online

 - Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010

- Articulista da revista Boa Forma “ Divã”

- Assessoria psicológica para modelos e agências

- Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br (em reformulação)

 

11 – 97255 1945

 

www.marcotommaso.com.br

 

tommaso@terra.com.br

 

http://tommasopsicologia.blogspot.com/

 

http://www.facebook.com/marcoantonio.detommaso.5