segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MOVIMENTO EMAGRECE, BRASIL! : JANTAR


Convidado que fui pela Revista Boa Forma e pela Editora Abril, estarei presente em jantar promovido pelo movimento Emagrece, Brasil! , exclusivo para especialistas em vida saudável e combate à obesidade no país.

Será no LivLight Bistrô, da nutricionista e chef Maria Cecília Corsi, quinta feira , dia 27 de setembro,às 20h.

Á Boa Forma e à Abril, meu muito obrigado!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

PESO CLÍNICO E PESO ESTÉTICO



PESO CLÍNICO E PESO ESTÉTICO



Cada vez mais o peso estético, aquele que satisfaz (se é que há algum...) a uma mulher se afasta do peso considerado saudável, para menos, é claro.

Impulsionada pelo movimento cultural ocidental os ideais de beleza impostos pela moda, mídia e publicidade, se tornam inviáveis para a quase totalidade das mulheres. O biótipo apresentado por uma modelo, atual ícone de beleza,  ocorre em 1% das mulheres do mundo todo e , no entanto, é citado como “padrão”. Ou seja, a mulher adquire a crença de que “beleza é igual a magreza” . E que magreza! Sem dúvida, as modelos são mulheres muito lindas! Mas, há mulheres muito lindas que não são modelos!

O fator saúde não é considerado na hora de postular-se o “peso ideal”. O que seria o tal “peso estético”, que satisfaz uma mulher?

Seria um peso que, dentro do peso clínico, fizesse com que ela se sentisse bem numa praia. Que fosse um peso saudável, cuja manutenção fosse factível. Não comparativo a A ou B, mas coerente com seu biótipo particular. Que não visasse o critério de beleza dos outros, mas que fosse coerente com sua individualidade. Não comparativo ou competitivo, mas real! Baseado na individualidade e não em padrões, fossem quais fossem.

Não há beleza sem saúde e sem autoestima!


Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
-  Psicólogo da Agência  L'Equipe de modelos.
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br


Rua Bento de Andrade, 121    Jardim Paulista     São Paulo


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

GERENCIANDO A ANSIEDADE NO PROCESSO DE EMAGRECIMENTO


  • Não tenha pressa para emagrecer.
  • Estabeleça metas viáveis.
  • Emagreça POR VOCÊ, não pelos outros.
  • PREOCUPE-SE COM O PROCESSO. OS RESULTADOS VIRÃO COMO CONSEQÜÊNCIA.
  • Aumente as fontes de prazer. A comida é um prazer e não O PRAZER. Não evite situações porque está gorda.
  • Pratique atividade física. O melhor exercício é aquele que mesmo cansada hoje, você sente vontade de fazer amanhã.
  • Pratique alguma forma de relaxamento.
  • Esqueça as “dietas loucas”, milagrosas. Troque o “regime” pela reorientação nutricional.
  • A sensação de falta de controle é pior que a falta de controle em si. O problema não é um bom-bom, mas a caixa toda, se você partir para o “perdido por um”...
  • Lembre-se, o erro é oportunidade de aprendizado. Errou? Corrige! Caiu? Levanta!
  • Seja feliz enquanto emagrece. Não espere emagrecer para ser feliz.
  • Emagrecimento se baseia num tripé: nutrição adequada, atividade física e EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO.

                      Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
-  Psicólogo da Agência  L'Equipe de modelos.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

AMOR DE MÃE: A BASE DA AUTOESTIMA


AMOR DE MÃE: A BASE DA AUTO-ESTIMA

     No desenvolvimento da autoestima é fundamental do amor incondicional dos pais e principalmente da mãe. Amar incondicionalmente é não vincular este sentimento ao desempenho escolar, atlético ou a qualquer parâmetro. Amar incondicionalmente é corrigi-lo quando está errado e fazê-lo apontando FATOS e não atacando a pessoa. È colocar limites sem se sentir culpada, compreendendo que limite significa segurança.
     O desenvolvimento da autoestima começa no útero materno. Uma criança que seja aceita, desejada, crescerá num lar mais propício a ser amada. Além de ser amada precisa SENTIR-SE amada.
     Na base da autoestima a infância é fundamental. Além do sistema de recompensas e punições, além do que diz, a mãe é modelo vivo de comportamento para seu filho. Mais que tudo, seu exemplo promoverá o aprendizado e a conduta de seu rebento. O modelo materno é complementado, depois, pelo paterno. Mas os valores, as normas, as crenças interiorizadas que regerão o comportamento o são, primariamente, a partir do comportamento da mãe. Mães com autoestima elevada proporcionam essa experiência e tem muito maior chance de terem filhos com autoestima adequada, que será imprescindível para tudo o que fizerem na vida. Coerência é fundamental. Não podemos ensinar o que não praticamos. ”Faça o que eu digo” só terá efeito se a mãe “fizer o que diz para o filho fazer”.
     Pais devem utilizar o incentivo, o elogio sempre que possível e pertinente. Adequadamente utilizado, promove incremento na autoestima. Se não for procedente deixará a criança insegura. É importante que, de maneira pertinente, façamos a criança sentir-se importante.
     Uma dica de ouro a todas as mães é “faça COM seu filho, mas não faça POR seu filho”. Ensine a pescar, mas não pesque por ele!
     Desenvolva o diálogo e a empatia com a criança. Algo a preocupa? Tem vergonha de si própria?
     Incentive atitudes de participação e emancipação com otimismo em relação a desafios, com metas pertinentes, proporcionais ao alcance dela. A mensagem deve ser “vamos tentar?” “Podemos aprender”. Assumir que podemos fazer algumas coisas muito bem, outras com dificuldade e que também erramos é uma forma de combater o perfeccionismo, uma das características da baixa autoestima. ”Faça o melhor que puder” em lugar de “não erre”. Ensine que o erro não é fracasso, mas oportunidade de aprendizagem.
     O respeito aos sentimentos da criança deve ser cultivado. O problema que ela apresenta deve ser ouvido e avaliado com realismo. Para ela é importante e seriam absolutamente descabidas respostas do tipo “ah, tem tanta criança que passa fome e você se queixa disso!”.
    
     Resumindo:
  • Cultive a autonomia
  • Valorize suas iniciativas
  • Corrija apontando fatos

     Não faça:
  • Não a super proteja! A superproteção passa a criança como uma forma de rejeição! Como uma desconfiança em sua capacidade. Desenvolve ao longo do tempo uma terrível doença: “COITADISMO CRÔNICO”.
  • Não à “SINDROME DA REDOMA”. “Não quero que nada aconteça a ele”. Colocá-lo nesta situação é tirar-lhe a capacidade de, progressivamente, desenvolver meios de solucionar seus problemas.
  • Não às comparações! Cada ser humano é uma individualidade na face da Terra.
  • Não ao perfeccionismo! Não exija “recorde”!Desenvolva disciplina, capacidade de encarar os erros como oportunidade de aprendizagem e não como “fracassos”. Caiu? Levanta! Errou? Corrige!
     Lembre-se! A autoestima acompanhará seu filho para o resto da vida. Será fator determinante em tudo o que fizer da entrevista para um emprego a um pedido de desconto em uma loja, de uma “paquera” ao aceite de um desafio profissional.
     As emoções dele dependerão, em grande parte, de seu equilíbrio emocional.
      
                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

COMER DEMAIS X COMPULSÃO ALIMENTAR


COMER DEMAIS X COMPULSÃO ALIMENTAR


Todos podemos, eventualmente, comer demais. Porque está gostoso, por estar em companhia de amigos, por hábitos familiares, por stress, etc.

As diferenças entre esse comportamento e o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, popularmente, “compulsão alimentar” reside em aspectos emocionais que ocorrem antes, durante e depois do ato.

Uma das principais características da compulsão é a presença da culpa após a ingesta. Quem come demais pode sentir prazer, um estímulo positivo. Na compulsão alimentar não há prazer, mas a remoção momentânea de um estímulo negativo (ansiedade, tristeza, raiva e outros) que volta logo após, reforçado pela culpa.

O compulsivo  come muito depressa e sente-se sem controle sobre a ingestão. Come mais do que deseja e tem dificuldade para parar, o fazendo quando empanturrado ou diante da presença súbita de outra pessoa. Mesmo conhecendo os efeitos, continua praticando o ato.

O comilão se alimenta em público, saboreia o alimento, embora exagere na quantidade. O compulsivo come às escondidas e engole a comida.

O compulsivo apresenta índices elevados de transtornos psicopatológicos como  ansiedade , depressão, vulnerabilidade ao stress, etc. Ao comer tem um alívio dessa sensação. Só que esse “benefício” não dura e ele recorre de novo à comida em círculos viciosos. A região do cérebro estimulada pela comida é a mesma ativada pela droga. Nesse sentido pode ser feita a analogia.

Esse grupo é particularmente refratário ao processo de emagrecimento. Se a compulsão alimentar estiver presente e não for tratada inviabilizará o emagrecimento. Por isso, o tratamento é interdisciplinar, envolvendo aspectos médicos, nutricionais e psicológicos, os mais negligenciados.



 Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
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sábado, 25 de agosto de 2012

TRANSTORNO DO COMER NOTURNO


TRANSTORNO DO COMER NOTURNO

 

Muitas pessoas que fazem dieta se queixam que a noite tem mais dificuldade para seguir seu projeto de emagrecimento.

Ingerem 50% ou mais das calorias após a última refeição, entre as 20 e 6 horas, preferencialmente carboidratos e gorduras. O despertar é acompanhado de anorexia matutina (ausência de fome) e aos poucos vai se instituindo o hábito de refeições menores durante o dia e poupança de calorias a ser consumidas a noite. Algumas pessoas passam a planejar seu dia desta forma. Dieta de dia, comilança à noite. Essas pessoas podem apresentar insônia e chegam a levantar do leito para comer.

A comida funciona como uma espécie de ansiolítico e antidepressivo. Após a ingestão essas pessoas sentem-se culpadas.

Os desencadeantes são conflitos afetivos, ansiedade, stress, depressão, isolamento social, rompimentos afetivos, entre outros.

Ocorre em 1,5% da população, 10% dos obesos e em 27% dos obesos mórbidos.

Difere da compulsão alimentar, onde a ingestão de alimento é maior. Pessoas que apresentam compulsão alimentar levantam-se menos para comer a noite.

Se não for tratado, põe por terra qualquer projeto de emagrecimento, por mais competente que seja. O tratamento é interdisciplinar e envolve atendimento psicológico, nutricional e médico.