terça-feira, 20 de maio de 2014

ANSIEDADE: O PERIGO DENTRO DE NÓS


ANSIEDADE: O PERIGO DENTRO DE NÓS

Diferentemente do medo, a ansiedade envolve uma sensação de ameaça abstrata, voltada para o futuro, diante de uma situação imaginária, pouco relevante ou inexistente para a maioria das pessoas. Um medo sem objeto.
No medo, o perigo é real, concreto, externo, presente e eventual. Na ansiedade a sensação de perigo é abstrata, permanente, interna, voltada para o futuro. Na ansiedade temos uma avaliação distorcida do perigo em relação a coisas ou situações que podem nunca ocorrer. O ansioso supervaloriza o grau de ameaça de uma situação e subvaloriza sua capacidade de enfrentamento.]
Determinado grau de ansiedade é importante para a vida. Em níveis moderados, atua como um otimizador do desempenho como quando, ao me preocupar com uma prova, estudo para ela e me saio a contendo. Se for excessiva posso não conseguir estudar, ter “branco”, e até faltar na prova.
Quando a ansiedade prejudica o funcionamento da pessoa, estamos diante de um transtorno de ansiedade, que deverá ser tratado.
Os principais transtornos de ansiedade são:

Pânico: o ataque de pânico é uma crise súbita, inesperada, espontânea, onde a pessoa sente mal estar. A repetição do ataque de pânico ou a ocorrência de um único ataque seguido do medo de Ter outro constitui o TRANSTORNO DO PÂNICO.

Agorafobia: medo que a pessoa que teve pânico sente de uma nova crise, passando a evitar locais ou circunstâncias em que a saída, socorro ou passagem possam ser difíceis ou impossíveis, como meios de transporte coletivo, lojas cheias, multidões, caso a pessoa tenha outro ataque de pânico. Não tratada, torna-se progressivamente incapacitante, podendo manter a pessoa confinada em casa. .

Fobia Social: medo persistente e irracional que leva a pessoa a evitar situações sociais em que possa ser observada, avaliada pelos outros, de desempenhar alguma atividade em público. Algo como uma “timidez exagerada” ou “vergonha excessiva”. As situações mais comuns incluem falar em público, escrever, comer e beber diante de outras pessoas, usar banheiro público, falar ao telefone relacionar-se com outras pessoas em situação de destaque ou autoridade e a maioria das situações que envolvem contato interpessoal, como festas ou reuniões, onde teme dizer coisas tolas, ser incapaz de responder perguntas ou manter uma conversação. Os sintomas mais freqüentes são temor, rubor, “branco na mente”, sudorese, taquicardia, tensão muscular, tremores.

Fobias: é um medo irracional que a própria pessoa julga exagerado e desproporcional ao estímulo. Sabe que super estima o perigo, mas diante do objeto ou da situação temida não consegue avaliar a realidade de seus temores. Por exemplo, fobia de insetos, de avião, de sangue, de dentista, metrô e outras. Algumas fobias são muito incapacitantes.

Stress pós Traumático: a pessoa passou por uma situação de alta ameaça, como assalto, seqüestro, estupro, inundação, incêndio, naufrágio, guerra, etc, e teve inicialmente uma reação adequada ao perigo que se torna patológica quando permanece em estado emocional de desconforto, resultante da lembrança do perigo vivido. Como inicialmente é “uma reação adequada a uma situação anormal”, pode ser menosprezada pelo paciente, pais e profissionais de saúde. Mais que uma crise ou reação ao fato ameaçador, o stress pós-traumático interfere no funcionamento normal da pessoa, com efeitos que podem tornar-se crônicos.

Ansiedade Generalizada: pessoas que se sentem constantemente nervosas, preocupadas com muitas circunstâncias de vida, sendo difícil ou impossível livrarem-se delas para encarar as tarefas cotidianas de maneira eficaz. Os temores ou apreensões são preocupações com possíveis desgraças, ou seja, doenças, acidentes ou mortes que possam acontecer a algum familiar ou a eles próprios. Em outros casos referem ansiedade por não conseguirem um desempenho eficaz em diferentes áreas vitais.

T. O. C (Transtorno Obsessivo – Compulsivo): quadro ansioso caracterizado pela presença de obsessões e rituais compulsivos. Obsessões são pensamentos, idéias ou imagens repetidas e indesejadas que invadem a consciência. Podem ser preocupações, blasfêmias, obscenidades, idéias repugnantes ou combinações destas. Podem aparecer sob a forma de frases, pensamentos, imagens ou impulsos. A pessoa reconhece o pensamento ou idéia como produto de seu próprio pensamento. Compulsões são comportamentos repetitivos, executados em ordem preestabelecida e visam baixar a ansiedade causada pela obsessão.   Ex: idéias de estar “suja” ou contaminada (obsessão) que causam grande ansiedade. Em seqüência lava as mãos (compulsão) para limpar-se, o que alivia provisoriamente a ansiedade, que volta depois, repetindo-se o ciclo.


                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br


11 - 3887 9738    www.tommaso.psc.br  tommaso@terra.com.br


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terça-feira, 6 de maio de 2014

GRAVAÇÃO DO PROGRAMA "A LIGA"

Minha participação no Programa  "A LIGA" da TV Bandeirantes foi gravada ontem no Parque do Ibirapuera, com a apresentadora Mariana Weickert.





quarta-feira, 23 de abril de 2014

DEPRESSÃO "PÒS PASCOA"

DEPRESSÃO “PÓS PASCOA”


Dia seguinte à Páscoa cliente  declara: “estou em depressão pós Páscoa”! Procuro me interar do “diagnóstico”. Tudo corria em sua reeducação nutricional. A comilança começou na quinta feira, em um happy hour no trabalho. Aí, sua cabeça processou o famoso “perdido por um...”Na sexta, almoço com amigos, onde em função do abuso do dia anterior, exagerou na comida e na (nas) sobremesas. Apesar da culpa, acionou outro mecanismo falso e típico da cabeça gorda: O “Já que...” “Já que eu comi ontem...”E os primeiros ovos são degustados, num misto de culpa e ansiedade em círculos viciosos, que a levaram a comer mais. Domingo, almoço em família, cada um leva um prato e uma sobremesa, das quais a paciente se serviu de todas, complementando a comilança pelos ovos que ganhou.

Houvera sido orientada pela nutricionista: pequenos pedaços de chocolate amargo, um só prato NO ALMOÇO DE DOMINGO, uma única sobremesa.

Mas...cabeça gorda...Chocolate amargo, sem ser amargo, crocante, branco, diet, light, pudim, sorvete, colomba pascal etc...Sempre acompanhada do “perdido por um...” e pelo “Já que...”Pior, segunda feira, deu conta do chocolate que sobrou...E muita, mas muita angustia...

Culpa, raiva, desânimo, tristeza, irritabilidade,  evitação social, ausência da academia, percepção errônea da própria imagem ao espelho, tentativa de jogar tudo para os ares. Autoestima zero, “não vou mais à nutricionista”, “não nasci para ser magra”, e uma sensação de falta de controle sobre a alimentação, acompanhada de uma “sensação de nunca mais...” Um autêntico tsuname psicológico.

Se você apresenta quadro parecido, a tal “depressão pós Páscoa” da minha amiga, pense nisso.

A primeira medida é congelar a comilança, voltando imediatamente para os padrões nutricionais anteriores, sem atenuantes nem concessões. Lembre-se, caiu? Levanta! Errou? Corrige!

Que tal, depois, avaliar o processo psicológico subjacente? Que emoções, sentimentos, fugas, substituições essa conduta propicia? É prazer? Se for, que outros prazeres podem estar substituindo? Atua como ansiolítico? Antidepressivo? Quais as outras alternativas? A ajuda psicológica pode ser fundamental.

                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
-  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br

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domingo, 23 de março de 2014

PSICOLOGIA PARA MODELOS: O QUE MAIS PREOCUPA AS MODELOS?

O QUE MAIS PREOCUPA AS MODELOS?


       Este levantamento foi realizado por mim nos ano 2006 2007 com 100  modelos aleatoriamente selecionadas .

      40 eram iniciantes, 40 intermediárias e 20 modelos TOP, de acordo com a classificação de suas agências.

      As faixa etária era de  13 a 29 anos.

      Os cinco aspectos que mais as preocupavam e que as levavam a procurar o psicólogo buscando orientação foram assim distribuídos.

                                                                                                                
A.INICIANTES           (40 entrevistas)

1.      Ansiedade

 100%
2.      Adaptação a São Paulo (solidão, locomoção, morar junto)


   95%
3.      Problemas Alimentares (emagrecimento, comer por ansiedade, comer noturno, problemas de auto-imagem, outros)



   92,5%
4.      Sentimentos de culpa em relação a serem mantidas pelos pais


  90 %
5.      “Será que vai dar certo”?                     

 92,5%


B. INTERMEDIÁRIAS            (40 entrevistas)


1 . Ansiedade
92,5%

2. Emagrecimento – auto-imagem

85,0 %
3 . Competição

87,5%
4 . Preocupação com mercado e carreira


87,5%
5. Sentimentos de rejeição na chegada das novas modelo


85,0%



3. MODELOS TOP                        (20 entrevistas)


 1. Stress

97,5%
 2.Planejamento da carreira futura (“reorientação profissional”)

95,0%
 3. Ansiedade/Emagrecimento/problemas de auto-imagem)

85,0%
 4. Desgaste decorrente do exercício da profissão


85,0%

5. Como, quando parar ? “A volta ao anonimato”.


80,5%















    

                     Dr. Marco Antonio De Tommaso
-  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
-  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
-  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
-  Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010
-  Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
-  Assessoria psicológica para modelos e agências
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sexta-feira, 14 de março de 2014

ANSIEDADE

Ansiedade

O que é ansiedade ?

Ansiedade é uma emoção caracterizada por desconforto físico e psicológico, por uma expectativa apreensiva em relação ao futuro. É uma tentativa de preencher o espaço de tempo entre a momento presente e o futuro mediante hipóteses, uma antecipação do futuro. Enquanto o medo é uma reação de defesa diante de perigos reais, externos, a ansiedade produz a mesma reação, mas o perigo ou inexiste ou é desproporcional à intensidade da reação.
A ansiedade é sempre negativa?
Não. Quando me preocupo com algo e a ansiedade faz com que melhore meu desempenho é positiva.Quando diante de uma prova, fico ansioso, estudo e me saio bem a ansiedade foi produtiva. Levou-me a resolver adequadamente o problema.
Mas se é excessiva, bloqueia o desempenho , muito prolongada e intensa ou desproporcional à situação torna-se bastante prejudicial à nossa qualidade de vida, à nossa saúde física e psicológica. No exemplo acima tenho “branco” na prova, não durmo na véspera ou não consigo estudar. Aí dizemos que se trata de uma ansiedade clínica ou de um “transtorno de ansiedade”.

Existem vários tipos de ansiedade?

Sim. Os transtornos de ansiedade apresentam manifestações diferentes e vão do pânico à ansiedade social (aquela forma exagerada de timidez que incapacita), ansiedade generalizada (preocupações crônicas) e outras (veremos em outro capítulo) cada uma com tratamento apropriado.

Quais os sintomas da ansiedade?

Sintomas físicos: palpitações, sufocação, ondas de frio ou de calor, tremores, formigamento, perna bamba, rigidez muscular, frio ou “nó” na barriga, e outros.
Sintomas psicológicos: sensação de medo, apreensão, sensação de que algo terrível está para acontecer, de que vai perder o controle, de ficar louco, preocupação, inquietação constante, terror e outros.
Sintomas comportamentais: evitar a situação que causa ansiedade. Quem tem ansiedade social, por exemplo, evita ir a festas por medo de ser avaliada negativamennte pelos outros, de falar ou fazer algo tolo, de parecer ridículo. Para não sentir esse mal estar, não vai.

Como a Psicologia beneficia as pessoas ansiosas?

Hoje os quadros de ansiedade são bem estudados e existem tratamentos eficazes para eles. A moderna psicologia permite que aos poucos você vá perdendo a sensação de incapacidade de enfrentar o medo e superando suas dificuldades.Melhora sua auto-estima, pois você consegue vencer situações que antes pareciam impossíveis.
Muito mais aterrorizante que a situação que tememos é sofrermos por antecipação. Muitas vezes o que tememos não ocorre, mas o sofrimento pelo medo de ocorrer é muito maior que se, de fato, ocorresse. Então se você vencer esse sofrimento sua qualidade de vida melhora e muito!