Dia 20/05 , quarta feira, 14 h 30 min, estarei palestrando
na Associação Paulista dos Magistrados (APAMAGIS). O tema será “SÍNDROME DA
IMAGEM A ZELAR”.
Dr Marco Tommaso é psicólogo e psicoterapeuta pela U.S.P.Atuou em pesquisa e atendimento no IPQ HC USP. É credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade. Consultor da Unilever - Dove de 2004 a 2010. Assessoria psicológica para modelos e agências. Colunista da revista Boa Forma. Especialista em transtornos de ansiedade e de personalidade, transtornos alimentares e acompanhamento psicológico em programas de emagrecimento. Colunista de psicologia do site www.giselebundchen.com.br.
terça-feira, 5 de maio de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
"SÍNDROME DA IMAGEM A ZELAR~
SÍNDROME DA “IMAGEM A ZELAR”
Um amigo meu, brilhante Promotor de Justiça, certa feita
procurou-me alegando sofrer da “Síndrome da Imagem a Zelar”. Homem culto, muito
inteligente, lógico e racional, dizia ter sido moldado pela profissão a uma
formalidade excessiva.
Eu, evidentemente, não conhecia a tal “Síndrome”, não com
esse nome. Mas, mediante sua descrição, verifiquei o quanto era procedente em
sua profissão e em tantas outras, onde prevalece a lógica, a racionalidade por
vezes excessiva e a contenção e muitas vezes o bloqueio da expressão emocional
adequada.
Alguns profissionais apresentam perfil de personalidade para
tal. Outros não. “Controlam” artificialmente a expressão das emoções ou o fazem
de forma inadequada, canalizando muitas vezes para o corpo através de sintomas
essa carga reprimida. Tentam bloquear a parte cognitiva das emoções, mas a
ativação fisiológica continua. Insidiosa e silenciosamente.
Estudo, por coincidência, realizado com advogados, mostra
que, aqueles mais irritados, que não compartilham suas emoções, apresentavam
chance cinco vezes maior de morrer antes dos cinquenta anos! Antes disso,
poderiam apresentar sintomas vários, como hipertensão arterial, hiper
colesterolemia, arritmias cardíacas, entre outros.
É o stress, mal conduzido, realizando vítimas.
Mister se faz que profissionais desse tipo sejam trabalhados
para que, paralelamente à sua atividade, tenham um espaço para expressão das
emoções. Um local onde possam ser treinados a liberá-las adequadamente.
Muitas vezes a psicoterapia é esse veículo, conforme meu
amigo promotor.
Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
- Consultor da Unilever - Dove de2004 a 2010
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
- Consultor da Unilever - Dove de
- Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
- Assessoria psicológica para modelos e agências
- Assessoria psicológica para modelos e agências
- Consultor de psicologia do site
www.giselebundchen.com.br
Rua
Bento de Andrade, 121 Jardim Paulista
São Paulo
"Mas...Eu preciso perder pouco peso"
“Mas...eu preciso perder pouco peso”
Vamos diferenciar uma mulher
obesa ou com sobrepeso daquela que, mesmo clinicamente normal, “precisa” perder
alguns quilos. Não adianta negar o fator estético e dizer-lhe apenas “seu IMC é
normal. Você não faz parte do grupo de risco”, se essa mulher estiver em
conflito com seu espelho. Para muitas, pode ser o convite a praticarem toda uma
gama de condutas perigosas ou caírem na mão de charlatões. É só lembrarmos que,
no Brasil, 90-95 % das consumidoras de medicamentos moderadores de apetite são
pessoas que querem perder peso por razões estéticas...E que dificilmente uma
mulher de 1,70m que pese 66 kg, por exemplo, aceitaria esse peso como “normal”
, mesmo sabendo que o IMC correspondente seria aproximadamente 23.
Leve em consideração que :
·
Você
não é uma mulher obesa ou com sobrepeso. È clinicamente normal e quer perder
algum peso (leia-se gordura) por razões estéticas. Não há beleza sem saúde !!
·
Não
supervalorize o que o emagrecimento pode fazer por você. Não imagine que
problemas emocionais sejam “curados” , que o “homem de sua vida” correrá atrás
de você ou que o Bill Gates lhe proponha sociedade...Tudo continuará como
antes. Você apenas estará mais leve...Não crie falsas expectativas de beleza ou
sucesso via emagrecimento.
·
Busque
objetivo viável. Ser TOP Model ou Atleta olímpica é uma condição de
exceção e não regra geral e muito menos garantia de felicidade.
·
Não tome medicamentos sem prescrição médica.
·
Você
precisará de orientação nutricional para perder esses quilinhos. Não pense que
“é só deixar de almoçar”, pular o café da manhã, deixar de comer carboidratos
ou só comer carboidratos...Cuidado ! O tiro pode sair pela culatra !
·
Lembre-se
que quanto menos você pesar, mais difícil será a manutenção.
·
Faça exercícios físicos ! Cultive o prazer no exercício. Descubra atividades
que lhe dão prazer e faça delas uma rotina. O melhor exercício é aquele que,
mesmo estando cansada hoje, tenha vontade de fazer amanhã.Aumente a atividade física
informal, aquela que você faz na sua rotina diária. Ande a pé, suba escadas.
·
Não faça do emagrecimento uma obsessão! Continue sua
vida.
·
Não
tente perder tudo de hoje para amanhã. Desconfie deste tipo de promessa, venha
de quem vier. A industria do emagrecimento mobiliza bilhões de dólares.
Lembre-se que quanto menos gordura tem no corpo mais lenta é a perda.
·
Emagrecer,
mesmo pouco, envolve mudança de
comportamento, sem o que você apenas muda PROVISORIAMENTE DE PESO, PERDE ALGUM
PESO POR ALGUM TEMPO. Depois...volta e vira yo yo ... Emagrecer é mudar estilo
de vida e NÃO APENAS PESO. Mudar estilo de vida é mudar hábitos. Mudar hábitos
é automatizar novos comportamentos que só tornar-se-ão habituais SE FOREM
PRAZEIROSOS! CULTIVE O PRAZER!
·
A ansiedade pode levá-la a comer mais e
conseqüentemente engordar. Se você usa a comida , mesmo sem perceber, para
baixar a ansiedade, QUANDO DIMINUI O ALIMENTO E, PELO MENOS QUANTITATIVAMENTE
TERÁ QUE FAZÊ-LO, A ANSIEDADE VOLTA, COMO NUM REBOTE. Aí vem aquele tipo de
“nervosismo” que leva de volta à comida ! Por paradoxal que pareça ! Como
também parece paradoxal algumas pessoas engordarem justamente quando se propõe
a emagrecer.
·
Se a ansiedade estiver presente e não for
identificada e tratada LEVARÁ DE VOLTA À COMIDA, inviabilizando seus mais
sinceros propósitos de emagrecimento..
·
SE VOCÊ SABE O QUE FAZER MAS NÃO COSEGUE FAZER
AQUILO QUE DEVERIA, SE HÁ UMA ESPÉCIE DE AUTO SABOTAGEM EM SEUS PROGRAMAS DE
EMAGRECIMENTO, SE COME NÃO POR FOME MAS POR QUALQUER OUTRO FATOR QUE NÃO CONSEGUE
CONTROLATR, INCLUA PSICOTERAPIA EM SEU PROGRAMA !
Dr. Marco Antonio De Tommaso
·
Psicólogo e
psicoterapeuta pela Universidade de São
Paulo
·
Atuou no
IPQ do HC USP em pesquisa e atendimento
·
Credenciado
pela Assoc Brás para Estudo da Obesidade
·
Consultor
da Unilever – Dove de 2004 a
2010
·
Articulista
da Revista Boa Forma “No Divã”
·
Consultor
de psicologia do site www.giselebundchen.com.br
sexta-feira, 27 de março de 2015
ENTREVISTA "15 MINUTOS DE FAMA"
LINK ENTREVISTA NO PROIGRAMA "15 MINUTOS DE FAMA" TV CINEC
https://www.youtube.com/watch?v=ObdsH8g61h0
https://www.youtube.com/watch?v=ObdsH8g61h0
terça-feira, 17 de março de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS Á OBESIDADE
TRANSTORNOS
PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS À OBESIDADE
É
comum a associação da obesidade com problemas psicopatológicos, as chamadas
“comorbidades”. Discute-se se são causa ou efeito. O que veio antes, o ovo ou a
galinha? A pessoa engorda por que tem problemas emocionais ou tem problemas
emocionais por que é gorda?
Não há
espaço aqui para entrarmos no mérito. Porém, sabemos que existem diferentes
tipos de obesidade. Mais apropriadamente, falamos em “obesidades”. O que vale
para um pode não valer para outro, daí a necessidade de individualizarmos cada caso.
Vamos
a alguns dados clínicos:
·
Obesos
têm maior prevalência de transtornos
emocionais graves.
·
Quanto
maior o grau de obesidade maior o comprometimento e a dificuldade de
tratamento.
·
Quanto
mais problemas estiverem associados, menos favorável é o prognóstico.
Entre
os problemas associados podemos citar a ansiedade, dificuldades afetivas,
dificuldades sociais e sexuais, de relacionamento, timidez, baixa capacidade de
habilidades sociais, baixa assertividade, transtornos de humor (depressão,
distimia, transtorno bipolar), excesso de preocupações, alteração da imagem
corporal e, como elemento chave, a baixa autoestima, os sentimentos de
inferioridade, adquiridos até pela discriminação sofrida. Finalmente, a presença
de compulsão alimentar e da compulsão alimentar noturna que, ocorrem entre 30 a
50 % das pessoas fora de peso podem inviabilizar o mais competente projeto
médico-nutricional.
Como
vemos, nesses casos o tratamento envolve a inclusão da psicoterapia no processo
de emagrecimento. É fundamental a identificação e o tratamento desses
problemas, causa ou efeito, para que o emagrecimento seja possível.
Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
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11 - 3887 9738 www.tommaso.psc.br tommaso@terra.com.br
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http://www.facebook.com/marcoantonio.detommaso.5
Rua
Bento de Andrade, 121 Jardim Paulista
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
QUANDO CORRER SE TORNA COMPULSÃO
QUANDO CORRER SE TORNA
COMPULSÃO
Atividade física é fundamental para a saúde e o bem
estar. Melhora a autoestima. Deve ser praticada com regularidade e segurança,
orientada por um especialista após a pessoa ter se submetido à avaliação médica.
A corrida, particularmente, traz enorme bem estar,
provoca a secreção de hormônios do prazer, como a endorfina, melhora nosso
humor, reduz a ansiedade e é eficaz coadjuvante no tratamento das depressões
leves. Promove queima calórica e é importantíssima componente de um programa de
emagrecimento, ao lado de nutrição adequada e do equilíbrio psicológico. Além
disso, beneficia a estética.
Por todas essas razões, é fácil exagerar em sua
prática! Muitas pessoas, inebriadas com a endorfina, extrapolam em seus
treinos. Até aí, normal e vemos isso ocorrer diariamente.
Porem existe aquelas que estão sempre inquietas e
ansiosas diante do exercício. Exageram na quantidade e na intensidade, deixam
de lado outras áreas de suas vidas para praticá-las, sentem–se culpadas quando,
por um motivo de força maior não podem treinar. Temem engordar se perderem um
dia e, efetivamente, se vêm engordando. São adeptas do “fazer até doer, se não,
não faz efeito”. Mostram-se relutantes aos limites colocados pelo treinador e
até as criticas familiares. Não raro, praticam as escondidas. Chegam a tomar
antiinflamatórios, para driblar a dor e continuar fazendo. “Mais é melhor”, é o
lema. São acometidas frequentemente por lesões.
Há uma idéia invasiva (vem contra a vontade da
pessoa, que não consegue desvencilhar- se dela) de “estar engordando” ou
“perdendo a forma” ou de “estar feia”, entre outras. Mais que prazer e
necessidade, o exercício entra como uma “urgência” interna, e sua realização
reduz provisoriamente a ansiedade provocada pelos pensamentos iniciais. Alivia
momentaneamente a culpa por sentir-se engordando. Em alguns casos vem após
episódio alimentar em que a pessoa acha que comeu algo que acha que a fará
engordar.
Habitualmente sabem que estão fazendo demais, mas não conseguem deixar
de fazê-lo, resistindo à orientação do orientador físico ou das críticas
familiares.
O
exercício físico compulsivo pode ser parte integrante dos transtornos
alimentares (anorexia e bulimia), onde assume o papel de comportamento
compensatório aos ataques de comer ou mesmo provenientes de má avaliação da
própria imagem. A anoréxica tem verdadeira “obsessão pela magreza” e a bulímica
pavor de engordar... Geralmente ocorre em pessoas (predominantemente mulheres)
jovens e de peso normal ou até abaixo.
Pode
ocorrer ainda no transtorno do corpo dismórfico ou “dismorfofobia”, onde a
pessoa sente-se “feia” ou portadora de algum “defeito físico” habitualmente
inexistente ou irrelevante e que a leva a “corrigir” também via exercício,
especialmente se for algo referido como “gordura localizada, celulite” etc. Um
“pneu” ou que denomina “pneu” leva a horas de exercícios/dia.
Com
certeza, não é a atitude adequada diante da atividade física e da corrida!
Corra com prazer! Saboreie a sensualidade da corrida, a explosão da endorfina e
não o milésimo de segundo que a separa do recorde mundial! Corra “com todos os
sentidos”. Contemple a paisagem, sinta seu corpo, tateie o solo. A corrida deve
baixar a ansiedade e não provocá-la! Correr deve provocar uma sensação de
liberdade, de eficiência. Seja carinhosa com você! Que tal colocar sua cabeça,
suas emoções e pensamentos a trabalharem a seu favor e não contra?
Dr. Marco Antonio De Tommaso
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